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CURSO DE TCP/IP

AULAS

 

Cursos On-line Gratuitos- TCP/IP

Aula 01

Ao contrário do que muitos podem pensar, o TCP/IP é na verdade um Protocol Suíte, ou seja, um conjunto de protocolos. O TCP/IP na verdade é a sigla de Transmission Control Protocol / Internet Protocol.

Nos anos 70, a Advanced Research Projects Agency viu a necessidade de criar uma tecnologia que pudesse oferecer duas características principais a uma rede de computadores:

bullet

Packet Switching: comutação de pacotes;

bullet

InternetWorking: Interconexão de redes.

Esta rede foi chamada de ARPANET e ela foi o ponto de partida para chegarmos à Internet.

Não existe uma empresa que tenha os direitos sobre o TCP/IP, sendo que a Internet Architeture Board (IAB) é formada por um grupo de profissionais, divididos em grupos de pesquisa e desenvolvimento chamadas de Task Forces, sendo que cada um destes grupos tem a determinação de desenvolver o TCP/IP sobre um determinado aspecto de tecnologia.

Quando falamos em comutação de pacotes, associamos a duas formas principais de realizar a conexão entre computadores:

bullet

Comutação de circuito (Circuit-Switching);

bullet

Comutação de pacote (Packet-Switching).

Um exemplo clássico de comutação de circuito ocorre quando você se conecta através do seu micro (via Home Banking através de um número telefônico exclusivo para este serviço) com o seu banco para efetuar operações bancárias, como por exemplo, solicitar um talão de cheques. Este tipo de conexão possui uma grande vantagem e outra grande desvantagem:

Vantagem Desvantagem
Sistema menos sujeito a falhas. Após a conexão estabelecida entre as partes, o canal que é aberto para a comunicação não estará acessível a outro equipamento, oferecendo assim um alto grau de confiabilidade. A falta de flexibilidade, pois se ocorrer a necessidade de comunicação com outro equipamento/sistema, será necessário a troca de circuito de comunicação.

Já na comutação de pacotes, os equipamentos que estiverem participando da comunicação na rede estarão ligados através de Routers (mesmo circuito) e, desta forma, qualquer um dos participantes da "conversa", poderão trocar informações com qualquer um dos demais participantes.

O nome comutação de pacotes se dá pelo fato de que, as mensagens que são enviadas pela rede, devem ser quebradas em pacotes (Packets). Este procedimento é realizado para melhorar a performance da comunicação. Estes pacotes são formados por um endereço de origem, um endereço de destino, a sequência do pacote na quebra da mensagem total. Esta sequência ou numeração é necessária para que o destinatário possa ordenar os pacotes e montar o quebra-cabeça para em seguida poder interpretar o conteúdo da mensagem.

Algumas redes (principalmente as de maior parte) se utilizam de Packet Switches (equipamento de comutação de pacotes) para gerenciar a distribuição dos Packets no processo de comunicação.

Veja a seguir um exemplo gráfico do processo de comutação de pacotes:

Observe que no gráfico acima, apesar do computador B estar "recebendo" a transmissão dos pacotes do computador A, ele simplesmente os ignora, pois estes são destinados ao computador C.

Este tipo de tecnologia, tem como uma das grandes vantagens a possibilidade de várias conexões, ou seja, um mesmo computador poderá trocar pacotes com diversos computadores.

Nesta tecnologia, a principal desvantagem é a performance. Pelo fato do circuito estar compartilhando a sua comunicação com diversas máquinas, a velocidade de transmissão é prejudicada.

Vamos falar um pouco agora sobre a InternetWorking, ou seja, tecnologia que permite a conexão de diferentes redes através de um sistema de roteamento de mensagens. Este procedimento sobre o TCP/IP opera de forma independente do aplicativo que está sendo executado pelos equipamentos que participam da rede. O TCP/IP oculta detalhes físicos e permite maior flexibilidade na comunicação.

Através do InternetWorking, as redes são ligadas por equipamentos que tem o nome de Roteadores, sendo estes responsáveis pelo tráfego dos pacotes entre os equipamentos que participam da comunicação, mesmo que estes não estejam fisicamente ligados entre si.Em outras palavras, esta tecnologia permite a formação de uma WAN (grande rede, formada pela interligação de várias redes locais). Veja a seguir um esquema gráfico com o uso da tecnologia em questão:


Observe que, se o micro A01 da rede A, desejar enviar uma mensagem a outro micro que não esteja presente na sua rede física, como por exemplo o micro B34 da rede B, O Roteador 01 sabe que este micro está conectado ao Roteador 02, logo este envia os pacotes ao roteador 02, responsável pela distribuição de pacotes aos micros da Rede B.

Agora surge um problema ... O micro da rede B que irá receber pacotes do micro da rede A, está operando na mesma plataforma ou sistema operacional? Neste caso entra em ação o que chamamos de interoperabilidade, ou seja, a possibilidade de equipamentos que utilizam plataformas diferentes, conseguirem trocar mensagens entre si, sem que para isso ocorra perda de dados.

Isso ocorre com frequência na Internet. Você pode estar utilizando um micro que utiliza o Windows e enviar um e-mail para um amigo que utiliza um Apple que por sua vez irá encaminhar a mesma mensagem para um outro conhecido que opera sobre a plataforma Linux. Estas três pessoas, apesar de utilizar diferentes sistemas operacionais, estão "vendo" a mesma mensagem.

Na próxima aula iremos estudar sobre as camadas do TCP/IP bem como seus protocolos de aplicação.

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Aula 02

O TCP/IP é dividido em quatro camadas, conforme podemos observar na figura a seguir:

Aplicação

Transporte

Internet

Interface com a Rede

Sendo que, se compararmos com o modelo OSI. teríamos:

bullet

Camada de aplicação do TCP IP é equivalente as camadas de aplicação, apresentação e sessão do modelo OSI;

bullet

Camada de transporte do TCP/IP é equivalente a camada de transporte do modelo OSI;

bullet

Camada de Internet do TCP/IP é equivalente a camada de rede do modelo OSI;

bullet

Camada de Interface de rede do TCP/IP é equivalente as camadas de Link de dados e física do modelo OSI.

Mas o porque das camadas? Cada uma delas é responsável por uma determinada tarefa assim como a de fornecer informações e prestar serviços à camada imediatamente superior.

Veja a seguir um exemplo de comunicação entre dois computadores, imaginando que os usuários de ambos estivessem utilizando um programa de comunicação:

  1. O usuário do computador "aprendaemcasa"  digita uma mensagem a ser enviada ao usuário do computador "aluno João";

  2. O programa de comunicação que está sendo utilizado, prepara um pacote que contém: - o endereço do remetente; - o conteúdo da mensagem; - o endereço do destinatário;

  3. Esta mensagem é colocada em uma caixa de saída;

  4. Nesta caixa de saída, o pacote que deverá ser enviado é quebrado em diversos pacotes numerados e de mesmo formato;

  5. Um a um os pacotes quebrados são enviados para a porta de comunicação;

  6. Um "aplicativo" constante na porta de comunicação vai recebendo pacote a pacote e, envia para a máquina de destino (caso esteja esta presente na mesma rede física) ou para um roteador (caso esteja esta em outra rede física);

  7. A placa de rede do computador "aluno João" detecta pacotes que são enviados a ela (devido ao endereço de destino) e envia estes para a porta de comunicação;

  8. Esta porta de comunicação verifica a integridade do pacote e coloca os mesmos em uma caixa de entrada;

  9. A caixa de entrada vai organizando os pacotes segundo a sua numeração e aguarda o recebimento de todos os pacotes;

  10. Os pacotes (quebrados) são remontados e foram novamente um único pacote principal;

  11. O programa alerta ao usuário que este possui uma nova mensagem em sua caixa de entrada;

  12. O usuário do "computador João" abre a mensagem enviada pelo computador "aprendaemcasa".

Alguns autores consideram no TCP/IP uma quinta camada, que tem a finalidade de representar o Hardware do sistema de rede utilizado.

Camada Função
Camada de Hardware Nesta camada é realizada a comunicação física da rede
Camada de Interface de rede Aqui são realizadas duas funções básicas:
bullet Converter os pacotes em frames compatíveis com o tipo de rede que está sendo utilizada
bullet Conversão de endereços IP em endereços físicos da rede
Camada Internet Ponte entre as camadas superiores (voltadas para aplicativos) e as camadas inferiores (orientadas ao Hardware). Aqui ocorre o roteamento de pacotes na rede além da verificação de integridade dos mesmos.
Camada de transporte Executa operação conhecida por Host-to-Host, ou seja, possibilita a comunicação entre programas aplicativos através da execução das seguintes tarefas:
bullet Controle do fluxo de dados;
bullet Quebra da mensagem em pacotes;
bullet Classificação dos pacotes recebidos;
bullet Ordenação dos pacotes recebidos;
Camada de aplicação Responsável pelo cumprimento das regras de comunicação dos programas de de aplicação que utilizam o TCP/IP. Exemplo: como um programa de e-mail não consegue navegar por páginas da Web? A resposta é que este não possui o protocolo de navegação, apenas o de envio e recebimento de e-mails.

Cada uma das camadas acima estudadas possuem seus próprios protocolos para que possam executar suas tarefas. Veja o quadro a seguir:

Camada Protocolos Observações
Internet ICMP Internet Control Message Protocol - utilizado para a troca de mensagens de controle de erro.
Transporte TCP

UDP

Executam funções das camadas de sessão e transporte do modelo OSI
Aplicação TELNET
HTTP
SMTP
FTP
Utilizado para Login remoto
Word Wide Web
Envio de correio eletrônico
Transferência de arquivos

Para que você possa entender melhor este mecanismo, vamos imaginar o seu navegador Web, durante o seu passeio pela Internet, vejamos como é a operação do mesmo:

O seu navegador Web envia uma mensagem ao servidor WWW, solicitando o processamento do formulário de cadastramento de alunos do site aprendaemcasa.com.br. Neste momento está em uso o protocolo de aplicação HTTP;

O protocolo de aplicação HTTP, através do uso do protocolo de transporte TCP, sendo que o TCP da sua máquina entra em contato com o TCP da máquina do destinatário, estabelecendo assim uma comunicação entre as partes;

Após a comunicação estabelecida, o TCP irá dividir a mensagem em pacotes que possuirão um cabeçalho de controle que será enviado ao destinatário, através dos serviços do IP;

O Protocolo Internet IP irá acrescentar a este pacote o seu próprio cabeçalho e transforma-lo em um datagrama;

O Protocolo Internet IP irá agora obter o conhecimento sobre onde enviar o datagrama, ou seja, se está sendo enviado para a mesma rede física ou para outro equipamento ligada a uma rede distinta (neste caso através do uso de um roteador). Para isso é incluso no datagrama o que chamamos de Time to Live, ou seja, o tempo de vida deste datagrama, evitando assim um loop eterno caso este datagrama não consiga alcançar o seu destino;

Agora, a interface de rede tem a função de formatar os datagramas através de unidades de transmissão. Estas unidades de transmissão são conhecidas como frames que por sua vez será enviado ao meio físico.

Neste ponto, o frame será recebido pelo destinatário, ocorrendo então os seguintes passos:

O frame chega a interface de rede. Esta verifica a integridade do mesmo e estando tudo em ordem, este será enviado ao protocolo IP;

O protocolo Internet IP verifica verifica se o endereço de destino do datagrama é o seu endereço e, sendo positiva a resposta, será realizada a verificação de qual protocolo de tranporte o datagrama é compatível para o envio de seu conteúdo ao mesmo para o processamento deste pela camada superior;

O TCP recebe o segmento e realiza uma verificação de rotina. Esta verificação é denominada "TCP Checksum", colocando também o segmento em sua sequência correta, já que o mesmo está sendo recebido em pedaços.

Após este procedimento ser concluído com sucesso, o remetente do segmento recebe um sinal de positivo. Este sinal é conhecido como Acknowledgement e tem o objetivo de informar ao remetente do segmento que "este" está ok e informar o número do próximo segmento a ser transmitido.

Quando é recebido o último segmento, a mensagem é remontada e enviada ao aplicativo de destino;

 

Este aplicativo (servidor WWW), através do protocolo HTTP processa o pedido e envia a mensagem de Ok como resposta.

Aqui, observe que foi realizada um circuito virtual (conforme estudamos a respeito no módulo 2 de aula do curso de redes e windows 2000) entre os comunicantes.

No próximo módulo iremos estudar sobre endereçamento.

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Aula 03

Nesta aula vamos falar sobre endereçamento. Como você faz para enviar uma carta a um amigo? Necessita além do nome do mesmo, o endereço para especificar o local de entrega. O mesmo acontece com a entrega de pacotes ou envelopes em redes de computadores.

Os endereços das máquinas é armazenado em uma primeira instância na placa de rede do computador. Este endereço é único para cada placa de rede produzida e este controle é realizado pelo IEEE.

O endereço físico do equipamento também é conhecido pelo nome de Média Access Control Address.

Você saberia como extrair o endereço da sua máquina rede? Ou melhor, o endereço da placa de rede de seu equipamento. Existem diversas formas de se obter o mesmo. No ambiente Windows, existe um programa conhecido pelo nome de WINIPCFG.EXE e que tem esta função.

Para verificar o endereço de sua placa de rede, proceda da seguinte forma:

1. Clique na opção de menu INICIAR;
2. No menu que é exibido clique em EXECUTAR;
3. Na caixa de edição ABRIR, digite WINIPCFG.EXE, conforme mostra a figura a seguir e em seguida clique em OK;

4. Após este procedimento, será exibida uma janela parecida com a que segue:

Além do endereço físico, temos também outros tipos de endereços, que iremos estudar a seguir. O primeiro deles é o endereço de BroadCast.

Em determinados momentos, pode se tornar necessário o envio de uma mensagem para todos os endereços de uma determinada rede física. Quando isso se faz necessário é usado o endereço de BroadCast, um endereço especial e conhecido por todas as máquinas da mesma rede física. Quando este endereço é acionado como destino de uma mensagem, todas as máquinas irão receber o conteúdo.

Tal procedimento nos leva a afirmar que uma estação de rede tem na verdade dois endereços:

bullet Endereço físico (seu próprio e exclusivo endereço);
bullet Endereço de BroadCast

Imagine uma rua qualquer que, no total possui 40 casas. Cada casa tem o seu número de identificação (endereço físico), porém todas as casas estão localizadas na mesma rua (endereço de BroadCast), sendo assim, cartas enviadas para a rua serão distribuídas em todas as casas que fazem parte desta.

Em outras situações, você poderá ter a necessidade de enviar mensagens apenas a um grupo de estações de uma determinada rede. Nestes casos temos um outro endereço conhecido por Endereço de MultiCast.

Ao contrário do BroadCast (que considera todas as máquinas de uma mesma rede física), o MultiCast especifica grupos de máquinas.

Imagine na mesma rua, onde queremos apenas enviar cartas para as casas que não são alugadas (aqui temos um grupo especial, um MultiCast).

O endereço físico tem 48 bits. Caso estejam todos estes 48 bits ligados, indica um endereço de BroadCast. Vamos agora comparar os três endereços citados com um prédio habitacional. O prédio é a rede local, onde cada apartamento tem um endereço físico. Caso você queira enviar uma carta a todos os moradores do prédio (uma mensagem a todas as máquinas da rede), irá utilizar o endereço de BroadCast. Caso queira enviar uma carta apenas aos moradores do quarto andar para notificar uma reforma no piso que dá acesso aos apartamentos, irá utilizar o endereço de MultiCast. Veja o gráfico a seguir:

No padrão Ethernet o Bit de mais baixa ordem do primeiro byte do endereço determina se é um endereço físico ou um endereço multcast. Veja o esquema a seguir:

Endereço físico

X0.XX.XX.XX.XX.XX

Endereço Multicast

X1.XX.XX.XX.XX.XX

 É importante lembrar que nem todos os tipos de redes suportam endereços de MultiCast físicos, assim sendo, as mensagens deverão ser enviadas uma a uma para cada um dos endereços físicos que devem receber os pacotes ou envelopes.

Através deste processo,  é de conhecimento que o IP realiza o endereçamento das estações em redes TCP/IP, através de um esquema de endereçamento lógico que absorve as características da rede física onde está atuando.

O Software TCP/IP tem o objetivo de formar redes virtuais através de redes heterogêneas. Isso se torna possível pela sua formação que se dá por um conjunto de especificações de protocolos que visam a padronização das comunicações entre equipamentos de diferentes características e para que isso seja possível, a camada de internet do TCP/IP possui um endereçamento próprio, denominado ENDEREÇO IP, que se trata de um endereço virtual (não gravado fisicamente na placa de rede -endereço físico-) e, cada equipamento passa a ter o seu equipamento virtual e, o IP deve ter condições  de realizar um mapeamento entre os endereços IP e os endereços físicos das demais estações da rede.

Vamos dar um exemplo claro, a sua conexão com a Internet. Ao se conectar, você passa a utilizar um endereço IP fornecido pelo seu provedor durante o seu uso.

Na próxima aula iremos estudar sobre os endereços IPs.

 

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Aula 04

Para um computador ou roteador ser identificado na rede TCP/IP, este receberá um endereço IP, formado por quatro bytes. Veja um exemplo a seguir de endereço IP:

172.123.0.1

O endereço IP é dividido em duas partes:

  1. Endereço de rede;

  2. Endereço do computador.

Esta divisão de endereços se torna necessária pelo fato do TCP/IP estabelecer para a comunicação entre equipamentos os circuitos virtuais entre redes, assim sendo, será necessário detectar além do endereço do micro, o endereço da rede na qual este está conectado.

Os endereços IPs ainda são divididos em classes, de acordo com o tamanho da rede na qual o equipamento estiver ligado. A grande maioria dos autores, divide o endereço IP em três classes distintas:

bullet 
bullet

Classe A - rede com mais de 16 milhões de computadores;

bullet

Classe B - rede com até 65.536 computadores;

bullet

Classe C - rede com até 255 computadores.

Conforme vimos, o endereço IP é composto por 32 bits. os três primeiros bits identificam a classe do endereço IP e, de acordo com a classe na qual é enquadrado, usaremos x bits para identificar a rede e o computador. Desta forma, poderemos montar o seguinte mapa de endereço IP:

Formato do endereço IP para a Classe A

0

8

16                                                 24                                                                  32
0 Rede Computador

Formato do endereço IP para a classe B

0  

8              16

24                                                                 32
1 0 Rede Computador

Formato do endereço IP para a classe C

0     8                             16                                         24

      32

1 1 0 Rede Computador

Assim sendo, ao observar os três primeiros bits de um endereço IP poderemos identificar a qual classe o equipamento pertence, seu endereço físico e endereço da rede. Veja a tabela a seguir:

Classe endereço inicial endereço final
A 0.1.0.0 126.0.0.0
B 128.0.0.0 191.255.0.0
C 192.0.1.0 223.255.255.0

Você deve então, com base no que observou na tabela acima estar perguntando: Mas e o endereço que se inicia com 127.x.x.x não existe?

Existem alguns endereços IPs especiais, entre eles o 127.0.0.1 que representa o seu próprio equipamento. Em um teste de comunicação, ao enviar uma mensagem para o endereço 127.0.0.1 você estará na verdade enviando uma mensagem para o seu próprio equipamento.

Outros endereços considerados especiais são os endereços de broadcast. Deveremos lembrar que neste caso, o IP também irá se utilizar das capacidades da rede física para implementar as suas funções. Assim sendo, é comum em endereços TCP/IP que o dígito zero signifique ESTE e o digito um signifique TODOS. Com base nesta lógica, podemos concluir que temos dois tipos de endereços de BroadCast:

bullet Limitado;
bullet Direcionado.

Na próxima aula iremos tratar do assunto "máscaras da Sub-rede".

 

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Aula 05

Você já ouviu falar em Subnet Mask? Nada mais é do que uma máscara de redes, em outras palavras é a técnica que permite a divisão de uma rede em várias sub-redes, sendo que todos os equipamentos irão compartilhar a mesma faixa de endereço IP. Mas como isso é possível?

Para alcançar tal objetivo, o procedimento é acrescentar alguns bits ao endereço da rede, possibilitando assim a identificação de de mais de uma sub-rede. Mas de onde iremos "extrair" esses bits a mais?

Os bits serão extraídos da parte reservada do endereço do computador, assim sendo, podemos concluir que as sub-redes terão menos endereços IPs do que as redes originais. Siga o raciocínio a seguir:

O endereço IP possui duas partes:

bullet

Endereço de rede;

bullet

Endereço do computador.

Veja um endereço IP classe B. Nele, 16 Bits são dedicados ao endereço da rede e 16 Bits são dedicados ao endereço do computador. Ao utilizar alguns bits da parte do endereço do computador, se torna possível gerar uma classificação para caracterizar a sub-rede. Isso se torna possível pois os roteadores que compõe todo o sistema não verificam a parte do endereço do computador, ou seja, eles apenas se preocupam com o endereço da rede, desta forma, eles não precisam saber qual é o endereço da sub-rede, sendo que esta tarefa passa a ser a do administrador do sistema. Veja tal processo no gráfico a seguir, onde teremos um endereço IP comum e um com o endereço de sub-rede, respectivamente:

Rede Rede Computador Computador

.

Rede Rede Sub-rede Computador

Utilizando esta tecnologia, teremos em cada máquina um endereço de rede único e que seria "enxergado" por todo o sistema, além da classificação que apontaria a sub-rede para onde a mensagem deve ser enviada. 

Mas qual o limite no emprego deste recurso? Neste caso em específico, poderíamos ter até 254 sub-redes sendo que cada uma com 254 computadores participantes.

Existem outras técnicas  na qual não será utilizada um byte inteiro para a especificação da sub-rede. Nesta técnica, será utilizado apenas 3 bits do endereço do computador. Observe a figura a seguir:

Rede Rede Sub Rede Computador Computador

Utilizando-se desta formatação, teremos um total de 6 sub-redes com até 8190 computadores ligados em cada uma delas.

Você poderá se utilizar de fórmulas  para o cálculo do número de sub-redes e de computadores em cada uma das sub-redes. Veja a seguir:

Fórmula Detalhes
Para cálculo de sub-redes:
SR = 2x - 2
onde x corresponde ao número de bits destinados ao endereço da sub-rede.
Para cálculo do número de máquinas:
NM = 2x - 2
onde y corresponde ao número de bits destinados ao endereço do computador, sendo que este número já deverá estar subtraído do número de bits reservados ao cálculo da sub-rede.

 

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Aula 06

Na aula passada estudamos as máscaras das sub-redes. Aqui vamos estudar sobre endereços virtuais e endereços físicos. Conforme estudamos até o momento, podemos definir que:

bullet

O endereço físico está gravado na placa de rede que está conectada a um determinado equipamento;

bullet

O endereço virtual é o endereço IP.

Para que a comunicação física ocorra normalmente com os dados enviados virtualmente (através das camadas de Internet, Transporte e aplicação do TCP/IP), é necessário o mapeamento de endereços virtuais sobre os endereços físicos.

Após os dados serem recebidos, a camada de interface de rede será responsável por administrar o endereço físico e o tipo de rede que está sendo utilizada, assim sendo, será necessário gerar frames contendo o endereço físico do destinatário. Este procedimento é realizado por dois protocolos que fazem parte desta camada:

bullet

ARP - Address Resolution Protocol

bullet

RARP

ARP

Este protocolo gera um mapeamento dinâmico possibilitando que as estações que fazem parte do processo tenham como "identificar" os endereços físicos das outras estações participantes.

Na interface de rede, os equipamentos que fazem parte trabalham com ARP, sendo que este tem a função de armazenar em uma área temporária (Cache do ARP), os endereços virtuais (IPs) e físicos (gravados na placa de rede) das estações que se comunicam (imagine este cache do ARP como aquele menu do WORD ... Últimos documentos ou Documentos Recentes). 

Ao se tentar enviar um pacote, primeiro é pesquisado dentro do cache do ARP o endereço IP para se obter o respectivo endereço físico. Achando o mesmo o pacote é formatado e enviado, caso contrário, será enviada uma mensagem ARP contendo o endereço de Broadcast e solicitando o endereço físico de um determinado endereço IP. A estação que possui aquele endereço IP irá enviar de forma direta uma resposta contendo seu endereço físico, possibilitando assim ao remetente que envie a sua mensagem e automaticamente atualizando o seu Cache ARP. Veja abaixo um pequeno esquema gráfico deste procedimento:

 

 

Obs.: A estação 1.1.1.2 bem como a estação 1.1.1.0, informam para a rede além do seu endereço virtual, também o seu endereço físico.

O cache ARP é temporário e enquanto o endereço da estação C constar neste cache, será evitado o congestionamento da rede e, por ser temporário, mesmo que ocorra a mudança da placa de rede da estação C (por exemplo), a conexão será reestabelecida para a atualização do cache ARP.

O Windows traz um utilitário que possibilita administrar o cache ARP. Para executar este utilitário, basta abrir uma janela de terminal Windows e digitar o comando ARP seguido de um parâmetro de um determinado fim.

Veja o gráfico a seguir:

Por exemplo, se você digitar por exemplo, ARP -a, terá uma listagem de todo o conteúdo armazenado no cache. Provavelmente ao ligar seu equipamento e sem ter mantido contato com qualquer integrante da rede, verá uma mensagem do tipo "Nenhuma entrada ARP foi encontrada".

Na próxima aula iremos trabalhar mais com o utilitário ARP bem como iniciar o estudo sobre o RARP.

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Aula 07

Neste módulo de aula vamos falar um pouco mais sobre o ARP e sua sintaxe.

Ao ligar o equipamento e digitar no prompt de comando ARP -A, o cache ARP estará vazio e nenhum informação nos será repassada, porém esta informação assará a ser diferente quando visitarmos um site da Web por exemplo. Veja o gráfico a seguir, onde disparamos o ARP -A, após visitar o site www.aprendaemcasa.com.br:

Aqui, este utilitário nos deu as seguintes informações:

Interface 200.206.183.128 - Endereço IP associado a interface de rede que estamos utilizando

Endereço Internet - Endereço IP da estação com a qual estabelecemos contato

Endereço físico -  Endereço Ethernet de 48 bits que representa o endereço físico do endereço IP

Tipo - Endereço dinâmico encontrado através de mensagens Broadcast ARP.

Alguns dos parâmetros mais comuns no uso do aplicativo ARP são:

-a .... lista o conteúdo do cache ARP.

-s .... Adiciona uma entrada permanente no cache ARP

-d .... Remove uma entrada do cache ARP

-n .... no caso de equipamentos Multihomed, este parâmetro poderá indicar o endereço da interface de rede.

Mas o que é um equipamento Multihomed? Neste caso, o TCP/IP poderá se comunicar com outras redes, pelo fato de existir mais de uma camada de interface de rede conectado, um exemplo típico deste processo é quando temos um computador ligado à Internet e este provê acesso aos demais computadores plugados nele (uma espécie de compartilhamento de conexão, já possível no Windows 98 segunda edição).

Porém está faltando estudarmos o RARP que poderemos definir com a engenharia reversa do ARP, ou seja, poderemos através deste obter o nosso próprio endereço IP ao invés de obter o endereço físico de outras estações na qual queremos estabelecer contato. Em resumo, através do RARP poderemos conhecer o endereço IP a partir de um endereço físico.

As redes possuem servidores especiais, conhecidos por servidores RARP, que recebe Broadcast RARP de uma determina estação que deseja conhecer o seu endereço IP através de seu endereço físico. Estes protocolos (ARP e RARP)  operam no nível de protocolo da interface de rede.

Na próxima aula iremos estudar sobre DNS (Domain Name System).

 

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Aula 08

Quando queremos acessar um endereço da Internet, usamos nomes ao invés de endereços IPs, o que facilita a vida do internauta. O mesmo procedimento é realizado em uma Intranet, desta forma facilitando o acesso a um determinado conteúdo.

Você provavelmente está perguntando ... O endereçamento de redes TCP/IP se dá através do endereço IP, então como é possível acessar um determinado endereço através do uso de nomes? A resposta é simples, através de DNS (Domain Name System).

Primeiramente utilizávamos o arquivo HOSTS (sem extensão), localizado no diretório WINDOWS para sistemas com o Windows 95 ou em sistemas UNIX. Veja abaixo um exemplo de arquivo HOSTS e seu formato:

# Endereço IP          Nome do computador
132.172.0.1             aprendaemcasa_serv
132.172.0.2             aprendaemcasa_term1
132.172.0.3             aprendaemcasa_term2

Este sistema só é utilizado em intranets de pequeno porte (no inicio a Internet também utilizava este sistema), pois atualmente é impossível utilizar este procedimento pelo número de equipamentos ligados na rede, sendo assim surgiu o sistema de nomes de domínios (DNS).

Através desta tecnologia, o nome de domínios é dividido em níveis, conforme podemos observar na sintaxe a seguir:

[nível.local].[nível de rede].[nível de organização].[nível de país]

Neste esquema, a divisão de nível mais alto é a do país e a mais baixo é a do local. Neste esquema teremos diversas redes para cada tipo de organização, sendo que estas poderão estar distribuídas de forma independente em diversos locais (nível de país).

Exemplos:

aprendaemcasa.com.br. Neste domínio, temos o nível de rede como "aprendaemcasa", o nível de organização do tipo comercial (.com) e o nível de país (BR) estabelecido para o Brasil.

Mas como o sistema irá transformar um nome de domínio em um endereço IP?  Esta transformação se dá pelo uso de Servidores de Nomes de Domínio, sendo que estes servidores são alimentados com todas as entradas das máquinas que estão sob o seu domínio somando aqui os endereços  de outros servidores de nomes, servindo assim como uma espécie de catálogo telefônico, porém ao invés de nomes de pessoas e seus respectivos números telefônicos, teremos nomes de domínios e seus respectivos endereços IP.

Os servidores de nomes de domínios também obedecem uma hierarquia para a coordenação destes procedimentos, ou seja, cada servidor de nomes se torna responsável pelos endereços IPs  das máquinas que estão sob o seu domínio e, caso seja necessário o controle de um domínio de alto nível, este servidor não irá armazenar o endereço de outras máquinas, armazenando estes endereços nos servidores de nomes dos domínios inferiores. Observe o gráfico a seguir para compreender melhor o que acabamos de citar:

Na próxima aula iremos estudar a forma pela qual se dão as pesquisas sobre qual o endereço TCP/IP de um determinado nome de domínio.

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Aula 09

Como é realizada uma pesquisa de endereço IP através de um nome? Vamos por exemplo imaginar que você digitou na caixa de edição "Endereço" do seu navegador a URL http://www.aprendaemcasa.com.br/, neste momento, o seu navegador da Web terá que transformar o nome "aprendaemcasa.com.br"  em um endereço IP válido e em seguida, estabelecer a conexão com o respectivo servidor Web. Esta pesquisa utilizada para transformar um endereço através de nome em um endereço IP é realizada junto ao servidor DNS, conforme podemos observar na figura a seguir:

O processo que acabamos de acompanhar é conhecido por "resolução de nomes" e, de forma mais específica, são obedecidos os seguintes passos:

  1. O cliente digita um endereço Web qualquer (sem querer ou sem conhecer o procedimento, quando digita o endereço, este está solicitando uma conversão de um nome de domínio em endereço IP);

  2. Tal solicitação é encaminha a camada de interface de rede;

  3. Esta por sua vez terá que verificar se o nome digitado pelo usuário está armazenado em seu arquivo HOSTS. Caso positivo, o endereço IP é fornecido ao aplicativo e dá-se inicio à comunicação do usuário com o Servidor Web. Caso negativo, o protocolo DNS gera uma mensagem com destino ao servidor de nomes (DNS Server), solicitando o respectivo endereço IP de aprendaemcasa.com.br;

  4. O servidor de nomes verifica se o nome objeto de pesquisa consta em seu domínio. Caso positivo, devolve ao solicitante uma mensagem DNS contendo o endereço IP que possibilitará a conexão do usuário com o Servidor Web. Caso negativo, este servidor irá entrar em contato com um servidor de nomes mais próximo solicitando a mesma pesquisa e assim sucessivamente, até que um dos servidores de nome, retorne uma mensagem DNS percorrendo o caminho inverso da solicitação, até chegar ao usuário solicitando o referido endereço IP para que seja estabelecida a conexão entre este e o Web server.

No próximo módulo de aula iremos falar sobre a camada Internet e em consequência devido ao fluxo da informação sobre a camada de roteamento.

 

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Aula 10

Em uma rede TCP/IP a entrega de datagramas é realizada pela camada Internet. Nesta camada, vários outros protocolo são responsáveis por determinadas tarefas, dentre eles podemos destacar:

bullet

IP (Internet Protocol) -> este protocolo efetua a transmissão dos datagramas, assim como é responsável pelo roteamento;

bullet

Protocolo RIP -> responsável por traçar as rotas através de uma internet (nem sempre uma internet é exatamente a Internet que você está acostumado, ou seja, a rede mundial de computadores, uma internet pode ser um conjunto de redes TCP/IP);

bullet

Protocolo OSFP -> responsável pela descoberta de novas rotas em uma internet;

bullet

Protocolo ICMP (Internet Control Message Protocol) -> aqui as mensagens de status e erro são controladas.

Veja abaixo um esquema gráfico básico de funcionamento da camada Internet:

O principal protocolo da camada Internet não poderia ser outro senão o IP. Ele possui duas tarefas principais e destacadas na maioria dos livros sobre o assunto:

  1. Recebimento dos segmentos da camada de transporte e transformação dos mesmos em datagramas;

  2. Envio dos datagramas para os roteadores fazendo assim o roteamento das mensagens.

O IP é conhecido pelo termo "Connectionless Datagram Delivery" ou em outras palavras entrega não confiável de datagrama sem conexão, ou seja, ele não se preocupa se o datagrama chegou chegou ao destinatário e forma correta ou não, cabe a ele apenas formatar corretamente os datagramas e verificar a rota correta de entrega, cabendo ao protocolo TCP tal tarefa, por ser um protocolo de transporte. Você irá entender melhor tal procedimento através dos passos que envolvem a operação:

bullet

Os segmentos da camada de transporte são enviados ao protocolo IP;

bullet

O IP gera a quantidade necessária de datagramas de acordo com a especificação do tamanho permitido para os frames da rede física;

bullet

Envie estes datagramas para a interface de rede.

Observe que este protocolo tem apenas a função de  enviar e receber datagramas.

Na próxima aula iremos estudar sobre a forma de um datagrama IP

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Aula 11

Quando é gerado um datagrama IP, ocorre um processo conhecido por encapsulação, ou seja, o fragmento que foi enviado pela camada superior é embutido dentro do fragmento gerado pela camada atual, formando assim uma espécie de "envelope com o conteúdo".

Vamos comparar a uma carta. O envelope desta (datagrama IP) irá conter o cabeçalho (remetente e destinatário), assim como o conteúdo (própria carta, que seria o fragmento recebido do TCP). O principio é o mesmo.

Veja o esquema gráfico a seguir:

Um datagrama possui em média 64Kb e para o controle de entrega é gerado o que vimos no gráfico acima como "cabeçalho IP", formado pelos seguintes campos:

Campo de cabeçalho IP
Função
Versão
Armazena a versão do protocolo utilizado para encapsular o datagrama
Espaço do Header
Informa o tamanho do cabeçalho IP que tem como medida a quantidade de palavras de 32 bits
Tipo de serviços
Utilizado para a indicação de tipo de serviço, porém nem todos os sistemas estão prontos para usufruir desta informação. Entre outras informações possíveis, podemos determinar se este é um datagrama de controle da rede, possuindo automaticamente desta forma uma alta prioridade.
Tamanho total
Armazena a quantidade de bytes do datagrama
Identificação
Número gerado automaticamente que identifica o número do datagrama.
Flags
Utilizado para o controle de fragmentação dos datagramas. Estudaremos a fragmentação destes posteriormente.
Offset
Utilizado para indicar a posição do datagrama na área de dados no caso de datagramas fragmentados
Time To Live
Indica o tempo em segundos que o datagrama poderá ficar circulando pela Internet sem que seja dado como perdido.
Protocolo
Através de um código, identifica o protocolo de transporte que gerou o pacote. O protocolo de transporte TCP é identificado por exemplo pelo código 6
Header ChekSum
Valida as informações do cabeçalho IP, facilitando assim a tarefa dos roteadores para a reconstrução ou envio dos datagramas.
Endereço de origem
Armazena o endereço IP do remetente da mensagem
Endereço de destino
Armazena o endereço IP do destinatário da mensagem
Opções
Aqui são especificadas opções especiais de controle do processo da rede porém dificilmente utilizados. Dentre as informações mais comuns aqui representadas temos:
bullet Record Route -> aqui cada roteador por onde o datagrama passou registra o seu endereço IP
bullet Source Rote _. armazena uma lista de endereços IP sobre a rota de entrega do datagrama

No próximo módulo iremos estudar sobre a área de dados e a fragmentação de datagramas

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Aula 12

Conforme observamos na figura apresenta no módulo de aula anterior, após o cabeçalho do IP vem a área de dados, que recebe o conteúdo gerado pelo protocolo de transporte. Em alguns casos, protocolos geram segmentos (conteúdo) de um determinado tamanho, que é compatível com o espaço desta área de dados (como por exemplo o TCP), porém em outros casos o tamanho de um segmento poderá ser reduzido e assim deverá ocorrer o que conhecemos por fragmentação. Em outras palavras, o tamanho de um datagrama IP é de "x bytes", porém em algumas redes, como é o caso da Ethernet, este tamanho é maior "xxx bytes" e precisa ser fragmentado.

O tamanho máximo permitido para um frame em uma rede é denominado "maximum transfer unit - MTU". Por exemplo: em uma rede do tipo Ethernet temos como limite do MTU 1500 bytes. este fato não indica que todos os datagramas tenham este mesmo tamanho, para isso, temos que levar em conta alguns fatores:

bullet

O cabeçalho do frame  pode variar dependendo da configuração escolhida;

bullet

Considerar aspectos de hardware diretamente envolvidos na transmissão dos dados;

importante: vale lembrar também que o administrador da rede poderá configurar o limite do MTU com um valor menor

Em uma rede local, com apenas 4 equipamentos e sem estar conectada à Internet, poderemos estabelecer que o MTU terá sempre um valor padrão e ideal, como por exemplo 1500 bytes. Neste tipo de rede qualquer protocolo de transporte irá gerar segmentos de tamanho compatível com o MTU e desta forma, o IP poderá encaixar o datagrama em um frame da rede.

A afirmativa anterior já não é verdadeira no caso de termos várias redes interligadas pois com certeza teremos MTUs com configurações diferentes. Desta forma os datagramas deverão ser em alguns casos, divididos em datagramas menores que em outras palavras é chamado de processo de fragmentação.

O IP fragmenta e desfragmenta (remonta) os datagramas conforme o MTU da rede na qual opera, quando um protocolo de transporte gera segmentos. Em algumas implementações do TCP/IP (por exemplo o Winsock) lhe oferece a oportunidade de configurar o tamanho dos segmentos TCP, assim sendo teremos duas situações:

bullet

Se o segmento enviado pelo TCP ao IP se encaixa dentro do MTU configurado para a rede, este gera um datagrama e o envia para a interface de rede que por sua vez gera um frame para cada datagrama e em seguida o envia para a rede;

bulletSe o segmento enviado pelo TCP ao IP não se encaixar dentro do MTU configurado para a rede, este irá dividir o segmento em vários datagramas compatíveis com o tamanho do MTU e neste caso, será usado o campo OffSet do cabeçalho IP para que estes fragmentos sejam numerados assim como tornar verdadeiro o terceiro bit do campo FLAG para mostrar que existem mais fragmentos de uma mesma mensagem a caminho, até que seja enviado o último fragmento, que voltará a ter este bit como falso.
Para saber se se está ocorrendo um processo de fragmentação e outras informações sobre o procedimento como um todo, poderemos utilizar o NETSTAT, através da seguinte sintaxe:

No exemplo acima não ocorreram erros e muito menos fragmentação de datagramas.

No próximo módulo iremos falar sobre roteamento, pois os fragmentos de um determinado datagrama original também são considerados datagramas e podem se utilizar de diferentes rotas.

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Aula 13

Para compreender o roteamento, primeiro é necessário estudar sobre os roteadores, que são computadores ligados a mais de uma rede física e que tem a função de destinar os pacotes para a rede destinatária. Dentre algumas das características de um roteador, podemos citar que estes conhecem os endereços de determinadas redes e possuem uma espécie de mapa, ou seja, conhecem os caminhos necessários para que os pacotes possam ser entregues.

Normalmente os roteadores são máquinas dedicadas, porém isso não é uma regra. Máquinas equipadas com o Unix e outros sistemas servidores podem desempenhar esta função. Aconselha-se o uso de roteadores dedicados, pelos motivos que seguem:

bullet Possuem arquitetura 100% desenvolvida para esta finalidade;
bullet Executam apenas a tarefa de roteamento, aumentando a performance do sistema;
bullet Possuem software especialmente desenvolvido neste sentido.

Normalmente a programação de roteadores se dá pela própria rede e estes não são acompanhados de monitores e teclados. Existem diversos softwares utilizados para a programação de roteadores, o mais clássico destes é o TelNet. Veja abaixo o gráfico de um roteador da marca Cyclades, modelo PR3000:

É importante lembrar que o roteamento não ocorre exclusivamente em roteadores, pois cada máquina de uma determinada rede TCP/IP executa tarefas (pequenas) que emulam o roteamento, isso porque o roteamento de uma estação rateia apenas pacotes geradas por elas mesmas.

Veja no gráfico abaixo um esquema sobre o funcionamento básico de um roteador:

Observe que no esquema acima, o roteador 001 possui três interfaces de rede TCP/IP (202..., 210... e 212...). Quando a estação A (com endereço IP de 202.108.0.1) envie pacotes para a estação B (com endereço IP 212.210.10.11), primeiro conclui que que a parte do seu endereço IP não faz parte de sua rede física (através de consulta da tabela de roteamento IP), então estes pacotes serão enviados ao roteador 001 com seu endereço físico, que por sua vez recebe estes pacotes, monta os frames com o endereço físico ARP da estação B e envia os mesmos.

Existem casos na qual o destinatário não está na mesma rede física, assim sendo, o roteador 001 irá enviar os pacotes  para um segundo roteador, e assim sucessivamente, até que o destinatário se encontre na mesma rede física de um determinado roteador.

Na próxima aula iremos estudar sobre a tabela de roteamento.

 

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Aula 14

Nesta aula vamos falar sobre a tabela de roteamento IP (Routing Information Table), que tem a função de "mostrar" o destino dos pacotes quando estes não estão destinados a mesma rede física. Os equipamentos que utilizam o TCP/IP sempre terão esta tabela, na mesma teremos os seguintes dados:

Campo Objetivo
Destino Contém o endereço de destino do pacote (que não pertence a mesma rede física do remetente). Este endereço poderá ser formado por:

1) Endereço IP completo;
2) Um endereço de rede simples

Subnet Mask Contém a máscara da sub-rede, necessária para que seja realizada a comparação do endereço.
Gateway Aqui é armazenado o endereço Next Router, ou seja, o endereço IP do roteador que tem a possibilidade de entregar o pacote ao destinatário.
Interface Aqui é armazenado o endereço IP relativo à interface de rede para onde o pacote será enviado, caso este seja um multihomed ou roteador.
Métrica Aqui é armazenada a quantidade de roteadores pelos quais os pacotes irá passar até que segue ao seu destino.

Esta tabela será utilizada quando uma determinada estação tentar enviar um pacote a um destinatário "x".  Neste ponto será realizada uma comparação entre o endereço da rede do destinatário com o endereço da sua própria rede, através de uma operação lógica do tipo AND entre o endereço IP e o campo máscara da sub-rede, que está configurado em seu TCP/IP. Os Bits que correspondem ao endereço de rede ficarão no estado positivo e, tendo como resultado uma diferença nesta comparação, o sistema irá recorrer a tabela de roteamento IP (RIP).

Neste tipo de operação, quando temos os endereços de redes idênticos, o datagrama é enviado para a camada de interface de rede e esta tratará da resolução do endereço físico (ARP), assim como do envio do frame. Caso isso não seja verdadeiro, a estação deverá tomar conhecimento sobre o roteador que poderá entregar o pacote para o destinatário, tendo assim como base uma pesquisa que deverá se realizar a tabela de roteamento IP, conforme vimos no parágrafo anterior. Na próxima aula iremos estudar sobre os processos de roteamento.

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Aula 15

Conforme observamos no módulo de aula anterior, os roteadores necessitam sempre estar atualizados sobre rotas e assim sendo, se torna necessário trafegar os pacotes envolvidos na transmissão. O processo de roteamento se torna necessário para conhecer como o IP interliga diversas redes, possibilitando por exemplo, que um aluno do projeto aprendaemcasa visualize nossas páginas, mesmo residindo na Austrália, por exemplo.

São dois os processos de roteamento existentes:

  1. Direto;

  2. Indireto.

O processo de roteamento direto ocorre quando o destinatário está na mesma rede física do remetente, assim sendo, temos os procedimentos seguintes:

bullet

O protocolo de transporte de uma determinada estação de rede, envia um segmento de mensagem para o IP (este está localizado na camada Internet). Em anexo ao segmento é fornecido um determinado endereço IP (endereço este do destinatário);

bullet

Neste ponto, o IP formula um datagrama na qual irá concatenar o segmento TCP na área de dados, além de informar o endereço IP recebido somando-se seu próprio endereço IP no respectivo cabeçalho (origem e destino);

bullet

Agora é verificado se o endereço IP de destino pertence a mesma rede física;

bullet

Tendo como resultado um "sim, pertence a própria rede física", o IP irá encaminhar o datagrama para a interface de rede que corresponde a rede do destinatário. Vale lembrar que o endereço IP do destinatário será fornecido dentro do cabeçalho IP do datagrama;

bullet

A interface de rede irá transformar o endereço IP de destino em endereço físico através do uso do ARP;

bullet

O endereço IP de destino (que foi concatenado ao cabeçalho IP) não é utilizado. Será então formatado um frame inserindo-se neste o datagrama;

bullet

Neste cabeçalho (do frame) será fornecido o endereço físico obtido e em seguida enviado pela rede;

Com base neste processo, podemos concluir que:

bullet

As camadas inferiores nunca irão abrir pacotes recebidos por camadas superiores, logo, o endereço IP de destino sempre será fornecido à parte.

bullet

Ao ser enviado um datagrama para a interface de rede pelo IP, a mesma não irá utilizar o endereço IP contido no cabeçalho IP, utilizando neste caso o endereço IP anexado sobre a forma de parâmetro;

bullet

Durante o processo de envio, os endereços IPs de destino e origem nunca serão modificados;

bullet

Uma determinada estação realizará a leitura de frames apenas quando o destinatário tenha o seu endereço físico.

Na próxima aula iremos estudar como este processo se realiza através do uso de roteadores.

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Aula 16

Os roteadores tem um mecanismo de trabalho diferente do que estudamos no módulo anterior, tendo como principal diferença o fato de que os datagramas recebidos não tem como destino um "roteador", servindo este apenas como uma espécie de ponte, ou seja, recebendo os datagramas, este realizará um novo processo de roteamento para a interface de rede ligada ao destinatário.

A nível de estações e roteadores, o roteamento opera de forma idêntica, salvo o fato de que as estações processam seus datagramas e os roteadores processam todos os datagramas (independente do destinatário).

Com base nisso, podemos traçar o seguinte esquema de roteamento:

bulletO IP irá receber um determinado datagrama que deverá ser roteado, sendo que será extraído deste datagrama o endereço IP do destinatário e consequentemente o seu endereço de rede também;
bulletO endereço de rede do destinatário será comparado com o endereço de rede da interface, através da máscara da sub-rede;
bulletNo caso desta comparação obter um resultado do tipo verdadeiro, o respectivo datagrama será enviado para a interface de rede a que se destina, juntamente com o IP do destinatário;
bulletNo caso desta comparação obter um resultado do tipo falso, será realizado um Loop, comparando-se o endereço IP com cada uma das entradas da RIT (uma a uma) e, quando a mesma for encontrada (comparação igual à verdadeiro), será enviado o datagrama para a interface de rede obtida na comparação da tabela de entradas RIT, pois será obtido neste momento o endereço IP.

Com base no esquema acima, podemos afirmar que:

bulletCada interface de rede possui sua máscara de rede;
bulletCada interface de rede possui sua própria tabela de roteamento IP.

Na próxima aula iremos falar sobre os protocolos de roteamento.

 

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Aula 17

Imagine uma instalação formada pela conexão de 3 redes, onde os roteadores estejam diretamente ligados no decorrer desta rede, teríamos algo como mostra a figura abaixo:

Observe que no exemplo acima, as redes possuem um nome (Rd1, Rd2 ...) e cada estação o seu nome. Para facilitar a compreensão do que iremos explicar adiante, o endereço IP será representado pela sigla da estação somado à sigla da rede, como por exemplo M1-RD1, M2-RD2, e assim sucessivamente.

Assim sendo, teríamos a seguinte sintaxe de RIT para cada uma estação:

bullet

Interface = nome da máquina + nome da rede;

bullet

Gateway = roteador diretamente ligado + nome da rede;

bullet

Unidade métrica = sempre 1, pois todos estão diretamente ligados entre si.

Desta forma, poderemos exemplificar a seguinte configuração da estação M1:

bullet

IP = M1-RD1

bullet

Interface = M1 - RD1

bullet

Gateway = R1 - RD1

Se o micro M1 enviar um pacote para a estação M4 da rede de número 3, o roteador ligado a rede pertencente ao micro M1 usaria a tabela RIT para localizar esta máquina, conforme podemos observar abaixo:

Destino Gateway Interface
RD3 R2 - RD2 R1 - RD2

 Observe que em uma pequna intranet as tabelas de roteamento das estações e dos próprios roteadores é simples. Este tipo de rotas são conhecidas por rotas fixas. Na próxima aula iremos verificar como é realizado este procedimento quando a rede estiver ligada a outras redes, em outras empresas, através da atualização automática das RITs e do protocolo de roteamento.

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Aula 18

Vamos começar a estudar então o processo de roteamento externo em relação ao roteamento interno. De uma forma simplificada, podemos afirmar que atualmente na Internet, as redes são ligadas diretamente ao Backbone e são consideradas como "sistema autônomo", sendo que este será soberano sobre as demais redes que estiverem diretamente ligadas ao seu domínio.

Para que estes sistemas possam se comunicar com outros sistemas autônomos, possuem entre outros fatores, roteadores que possuem a tarefa de divulgar as rotas das suas próprias redes internas, se utilizando para isso de um protocolo de divulgação próprio, como por exemplo o EGP. Estes protocolos são conhecidos pelo nome de protocolo de divulgação externa, divulgando os caminhos internos de um sistema autônomo para os demais.

Por outro lado, os sistemas autônomos necessitam de um protocolo próprio para o roteamento interno, ou seja, das redes que estão sob o seu controle. Estes protocolos são conhecidos por IGP (Internet Gateway Protocol).

Dentre os IGPs existentes, podemos destacar um clássico, o RIP (Routing Information Protocol). Este protocolo se utiliza do esquema vetor-distância, ou seja, cada roteador gera/divulga uma tabela contendo as redes que pode alcançar e respectivamente a sua distância. A cada unidade deste campo "distância", corresponde que a rede está conectada a um roteador. Exemplo:

Rede Campo distância da RIP Observações
200.203.0 1 indica que está conectado diretamente a rede e que por sua vez ligada a um roteador
200.203.1 2 aqui a rede passa por dois roteadores para poder ser alcançada

Ao receber um lista de rotas pelo RIP (o roteador), esta será comparada com a própria RIT e, as rotas que não estiverem presentes serão acrescentadas (à RIT), somando-se a esta informação o endereço IP do roteador que enviou a lista. Um outro fator interessante é que ao encontrar uma rota já existente na RIT, o sistema irá comparar o fator distância e, caso a nova informação tenha uma distância menor do que a antiga, esta será substituída.

Pelo fato das rotas que foram adquiridas via RIP serem dinâmicas, se tornam vulneráveis a falhas e, muitos problemas poderão ser apresentados devido a este fato. Para minimizar esta situação, as novas rotas adquiridas através do RIP, terá uma contagem de tempo que passará a valer a partir da sua última inclusão/alteração e, depois de um determinado intervalo de tempo, se a mesma não for novamente divulgada, esta será excluída da lista.

Dentre os problemas que poderemos enfrentar devido a esta situação, podemos destacar:

bullet Dois roteadores apontam uma mesma rota, um para o outro e devido a esta situação, os datagramas ficarão "rodando" na rede, até esgotarem o tempo de vida dos mesmos (esta situação é conhecida por loop de roteamento).

Na próxima aula iremos estudar sobre o OSPF.

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Aula 19

Nesta aula iremos falar sobre o OSPF (Open Short Path Firts). Conforme estudamos no módulo anterior, o RIP utiliza a técnica vetor-distância, sendo que as rotas são obtidas de forma dinâmica e sujeitas a falhas de roteamento, como citamos o Loop de roteamento e principalmente no que se diz respeito à segurança.

Desenvolvido pela IETF, o OSPF como a própria siga apresenta, ao invés de empregar a técnica vetor-distância, emprega a técnica Short Path First, onde cada roteador mapeia de forma completa a rede que está ao seu redor, determinando assim qual o melhor caminho a ser seguido por cada uma. Para chegar a esta conclusão, cada rota passa a conter informações como:

bullet

identificador da interface;

bullet

número de enlaces;

bullet

distância ou métrica.

Com estes dados armazenados, os roteadores tem como identificar a melhor rota a ser seguida. é importante lembrar que neste caso, o roteador proprietário do OSPF deverá receber  informações de cada um dos roteadores diretamente ligados a ele, que consequentemente trazem um mapa dos roteadores ligados a este, formando uma grande teia de informações, traçando-se assim um mapa global para identificar o melhor caminho a ser seguido na rede.

Esta operação é realizada através de dois procedimentos básicos:

bullet

Teste dos roteadores ligados ao mesmo;

bullet

Divulgação periódica das informações dos roteadores ligados ao mesmo.

Ao ocorrer alguma alteração em um dos enlaces da rede, os nós adjacentes percebem tal alteração e avisam aos vizinhos que por sua vez, observam o número de protocolo do aviso e a hora do mesmo, para identificarem se este aviso já lhe foi passado ou não, assim sendo ao receber uma mensagem, o nó realiza em primeira mão a verificação da existência ou não da rota em questão e não existindo a mesma, esta será adicionada, caso contrário é comparada o número da mensagem recebida com a rota da tabela. Se este número for maior que a da tabela, a rota será substituída, caso contrário a rota da tabela é transmitida como uma nova mensagem. A este procedimento damos o nome flooding.

O sistema OSPF possui ao contrário da RIP, uma série de normas de segurança, evitando assim erros de memória, falhas nos processos de flooding, introdução de informação falsa, etc... através dos seguintes mecanismos:

bullet

Envio seguro dos pacotes de descrição das tabelas de rotas;

bullet

As entradas são protegidas por um contador de tempo e, se um pacote de atualização não chegar dentro deste período, a entrada é removida da tabela;

bullet

As entradas são protegidas através de um processo de verificação de soma;

bullet

As mensagens são autenticadas;

Dentre as vantagens do protocolo OSPF sobre o RIP, podemos destacar:

1) Rápida convergência e sem o risco de loops;
2) Caminhos múltiplos;

O protocolo OSPF tem em seu cabeçalho os seguintes campos:

Campo de cabeçalho Finalidade
Idade do LS tempo em segundos desde que a rota foi primeiramente anunciada
opções contém as características do roteador que enviou a informação, como por exemplo a capacidade de roteamento externo.
Tipo de LS indica o tipo de conexão
ID do estado de conexão armazena o endereço IP e o roteador de anúncio
Roteador de anúncio armazena o roteador que enviou a tabela
Número de sequências do LS identifica rotas velhas e duplicadas
Verificação LS utilizado para verificar dados corrompidos na rota (cheksum)
Comprimento especifica o comprimento da rota.

Vale lembrar que os roteadores de menor poder de processamento e modelos mais antigos não estão preparados para operar este protocolo.

 

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Aula 20

Nesta aula vamos falar sobre o protocolo ICMP (Internet Control Management Protocol). O mesmo oferece suporte à troca de pacotes de controle com o objetivo de determinar acessibilidade, tempos de acesso (round-trip time) e rotas usadas para acesso entre máquinas. Em outras palavras, este protocolo permite a comunicação entre as camadas Internet de diversos equipamentos envolvidos na transação.

Um roteador em determinadas situações, solicita a uma estação que efetue o trabalho de redirecionamento da rota ou ainda solicitar que informe que um determinado datagrama foi perdido pelo motivo de esgotamento do TTL, sendo que neste caso, gera uma mensagem ICMP diretamente para quem o gerou. Além desta função, o ICMP possui recursos para que o operador realize testes com relação ao alcance da estação, serviços de redirecionamento de rotas, teste de acesso a hosts, etc...

Dois comandos bastante simples, que fazem uso extensivo de pacotes ICMP, são úteis em operações básicas de teste de acesso a hosts, e são muito usados por ferramentas de gerência: ping e traceroute.

As mensagens obtidas pelo ICMP, são produzidas dentro da camada Internet, sendo que, o ICMP não formata os frames de forma direta, ou seja, as mensagens serão encaminhadas como uma espécie de embrulho (termo embutidas) fazendo parte de um datagrama.

As mensagens são constituídas por uma espécie de cabeçalho, através da qual será possível identificar o objetivo e o que causou a mesma, que por sua vez serão encapsuladas dentro de um datagrama IP e enviadas pelo processo normal de roteamento.

Dentre os tipos mais comuns de mensagens ICMP, podemos destacar:

bulletECHO REQUEST;
bulletECHO DISPLAY;
bullet DESTINATION UNREACHABLE;
bullet SOURCE QUENCH;
bullet ROUTE REDIRECT;
bulletTIME EXCEEDED;
bullet ADDRESS MASK REQUEST.

Na próxima aula iremos estudar cada uma das mensagens de forma mais específica.

 

 

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Aula 21

Nesta aula vamos começar o estudo das mensagens do ICMP.

ECHO REQUEST/REPLY

As mensagens do tipo ECHO são amplamente utilizadas (como é o caso do utilitário PING). Observe o exemplo abaixo:

Acima, através do comando PING http://www.aprendaemcasa.com.br/ (verifica se uma determinada estação está respondendo) e, tivemos quatro mensagens ICMP ECHO REQUEST e recebemos quatro mensagens do tipo ICMP ECHO REPLY. Este sistema opera da seguinte forma:

  1. Seu computador quer estabelecer uma comunicação com o aprendaemcasa.com.br;

  2. Este por sua vez envia uma mensagem ICMP do tipo ECHO REQUEST;

  3. Caso a comunicação esteja perfeita, o aprendaemcasa.com.br enviará ao seu computador uma resposta do tipo ECHO REPLY da ICMP, notificando que a comunicação está ocorrendo sem problemas.

Mais adiante iremos estudar com detalhes o comando PING.

DESTINATION UNREACHABLE

Esta mensagem do ICMP é gerada sempre que um determinado roteador não foi capaz de entregar ao destinatário o datagrama a ele endereçado. A mensagem em questão será enviada ao equipamento que deu origem (remetente) do datagrama. Vários erros podem ocasionar tal situação, para isso, esta mensagem acompanha no seu cabeçalho um campo que determinada o tipo de erro que ocasionou o fato, conforme podemos observar na tabela abaixo:

Mensagem Significado
Network Unreachable Por problemas específicos de roteamento, a rede não pode ser alcançada
Host Unreacheble Por erros de endereço IP ou máscara de sub-rede, o computador de destino não pode ser encontrado
Fragmentation Needed Gerado quando o roteador tenta fragmentar uma mensagem na qual o bif DF (Dont Fragment) esteja positivo.

SOURCE QUENCH

Este tipo de mensagem ICMP é gerado quando um roteador está recebendo determinados datagramas em uma velocidade superior ao do seu poder de processamento. Estes por sua vez serão descartados e o remetente dos mesmos receberá esta mensagem solicitando ao remetente a diminuição da velocidade de envio.

ROUTE DIRECT

Quando uma determinada estação envia um datagrama através do roteador "abc" e este detecta que outro roteador está mais próximo do destino do que ele próprio, ele enviará assim mesmo o datagrama, porém irá gerar uma mensagem do tipo ROTE DIRECT ao remetente, informando a melhor rota para que ele alcance seu destino.

TIME EXCEEDED

Esta mensagem é gerada quando um Datagrama tem zerado o seu campo TIME TO LIVE (TTL). Este tipo de erro tem várias causas, entre elas destacamos:

bullet

Loop de roteamento;

bullet

Distância incorreta.

ADRESS MASK REQUEST

Através de um roteador ou do Broadcast, uma estação poderá solicitar a máscara da Sub-rede utilizada, enviando uma mensagem ICMP do tipo ADRESS MASK REQUST.

Na próxima aula iremos estudar os utilitários TCP/IP como o PING, NETSTAT, etc...

 

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Aula 22

Vamos começar o estudo do utilitário NETSTAT. Este tem a finalidade de exibir as estatísticas e conexões de rede TCP/IP atuais. A sintaxe deste comando é a seguinte:

NETSTAT [-a] [-e] [-n] [-s] [-p protocolo] [-r] [intervalo] -> sendo que:

bullet[-a] -> exibe as conexões e portas de escuta (ativas);
bullet[-e] -> exibe as estatísticas de uma ethernet;
bullet[-n] -> exibe os endereços IPs das conexões ativas (endereços e números de portas);
bullet[-p protocolo] -> exibe as conexões para um protocolo especificado. Como parâmetro poderá ser informado TCP, UDP, IP ou ICMP. Poderá ser usado em conjunto com o parâmetro -s;
bullet[-r] -> exibe os dados da tabela RIT (tabela de roteamento);
bullet[-s] -> exibe as estatísticas para os protocolos TCP, UDP e IP. Caso queira utilizar um subconjunto do padrão, poderá utilizar o parâmetro -p
bullet [intervalo] -> Especificando um intervalo (valor em segundos), o aplicativo irá atualizar a informação solicitada dentro do intervalo especificado.

Vamos por exemplo listar a nossa RIT, assim sendo, digitamos o comando:

Veja abaixo o exemplo do utilitário em questão, enviando informações sobre sua conexão ethernet:

Conforme você pode observar, as opções disponíveis deste comando estão claras na própria sintaxe do mesmo. Vamos abaixo exibir os endereços IPs das conexões ativas de nossa rede:

Na próxima aula iremos estudar sobre o comando PING.

 

 

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Aula 23

Para conhecer a estrutura do comando PING, proceda da seguinte forma:

1. Abra o prompt do DOS;
2. No prompt de comando, digite: PING /?
3. Será exibida a seguinte janela:

No próprio Help do aplicativo, temos uma explicação detalhada dos parâmetros a serem utilizados pelo comando em questão, assim como a função de cada um. Para a melhor compreensão deste aplicativo, vamos gerar alguns exemplos:

Você necessita saber se uma determinada estação ou website está respondendo, para isso deverá utilizar o seguinte comando:

PING IP_ou_endereco_www

Veja o exemplo abaixo:

No quadro gerado você tem um resumo de toda a operação que testou a comunicação entre seu equipamento e o equipamento de destino. Quando pingamos por nome ao invés de utilizarmos um endereço IP, estamos também verificando se o DNS está operando normalmente.

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Aula 24

Neste módulo de aula, vamos começar a estudar o utilitário ROUTE, que tem a finalidade de manipular as tabelas de roteamento da rede, onde poderemos entre outras funções:

bullet

Imprimir as entradas da tabela RIT;

bullet

Informar entradas RIT manualmente;

bullet

Eliminar uma rota, etc...

É muito importante o máximo de cuidado ao trabalhar com este aplicativo, pois você poderá causar transtornos na rede e sucessivamente, bagunçar o roteamento. A sintaxe deste comando segue abaixo:

ROUTE [-f] [-p] [comando] [destino] [mask subnet] [gateway]

O parâmetro -f quando empregado, limpa as tabelas de roteamento de todas as entradas de gateway. Quando este parâmetro é utilizado juntamente com um comando, este será executado primeiro (-f).

O parâmetro -p em conjunto com o comando ADD torna uma determinada persistente quando o sistema for inicializado. Vale lembrar que as rotas não são preservadas quando o sistema é inicializado, salvo a condição aqui apresentada. O windows 95 não apresenta este parâmetro em sua sintaxe.

Dentre os comandos, poderemos utilizar os que seguem:

bullet

PRINT -> imprime uma entrada de tabela;

bullet

ADD -> adiciona uma nova rota;

bullet

DELETE -> elimina uma rota;

bullet

CHANGE -> altera uma rota.

O parâmetro destino, especifica o host, destino dos datagramas.

O parâmetro MASK especifica que o próximo parâmetro é uma máscara de rede, já o subnet especifica o valor da sub-rede para a entrada da rota.

O parâmetro gateway especifica o gateway, ou seja, o roteador para onde os datagramas devem ser enviados , cujo o endereço IP foi informado como destino.

Para maiores detalhes, abra o prompt de comando e digite:

route /?

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Aula 25

Nesta aula vamos estudar o TRACEROUTE, que ao contrário do PING, em caso de erro, indica onde está o mesmo. Este comando, quando trabalhado no ambiente Windows, é implementado pelo aplicativo conhecido por TRACERT.EXE.

Ainda diferente do Ping, que utiliza mensagens ICMP do tipo ECHO REQUEST, o Traceroute usa os datagramas UDP da camada de transporte, enviando uma série de datagramas UDP para a estação destinatária, setando o parâmetro TIME TO LIVE para "1". Em caso de retorno de mensagens por TIME EXEEDED, este valor será incrementado em uma unidade e o datagrama será novamente enviado ... este loop será repetido até que o destino seja alcançado. O loop será interrompido caso o TIME TO LIVE alcance o valor 30.

A sintaxe deste comando poderá ser vista abaixo:

Caso o parâmetro [-h] for omitido, o valor default será 30.

No parâmetro [-j] deveremos especificar a lista de endereços IPs a serem seguidas.

Veja o exemplo a seguir:

Observe que você terá condições de saber quem está ligado a quem, entre você e o endereço de destino. Veja um outro exemplo abaixo:

No próximo módulo de aula iremos começar o estudo sobre a camada de transporte.

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Aula 26

Na camada de transporte, ocorre o procedimento de comunicação entre os programas aplicativos que estão sendo executados e trocando informações entre remetente e destinatário. Quando o IP recebe os datagramas e valida os mesmos, estes são enviados para a camada de transporte que, por sua vez, será enviado para a camada de aplicação, ou seja, para o programa aplicativo que tem condições de trabalhar com os dados recebidos. Este procedimento recebe o nome de multiplexação/demultiplexação, em resumo, fazer com que um determinado programa receba os dados a ele destinado. 

Atualmente os sistemas operacionais são multitarefa, assim sendo, no processo de multiplexação, onde se pode transmitir de forma simultânea dados de diferentes aplicações, através do processo de intercalamento de pacotes, ou seja, mesmo que vários programas estejam se comunicando simultaneamente, os pacotes são enviados de forma intercalada aos mesmos, fazendo com que nenhum programa fique "parado".

Uma outra tarefa de desempenhada aqui é a da validação dos dados, não realizada pelo IP.

Na camada de transporte, operam dois protocolos principais:

bullet

TCP  (transmission control protocol) - protocolo seguro, onde as estações concretizam um circuito  virtual (considerado o mais complexo do sistema de protocolos TCP/IP), onde os datagramas IP são recebidos, colocados em ordem e verificado se o conteúdo chegou por completo;

bullet

UDP (User Datagram Protocol) - protocolo de transporte não orientado à conexão, ou seja, neste não existe a verificação se o pacote de dados chegou ou não corretamente ao seu destino.

No próximo módulo iremos estudar com mais detalhes a multiplexação.

 

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Aula 27

Os protocolos que operam na camada de transporte, utilizam um software para realizar a multiplexação (fazer com que possa ser identificado o programa que está enviando o conteúdo e o programa que deverá receber o conteúdo). Este software é de fundamental importância, pois em sistemas multitarefas, vários aplicativos trocam informações de forma simultânea e, como saber para que aplicativo um determinado pacote é enviado? Neste caso, estamos nos referindo aos aplicativos que são executados pelos usuários em suas estações de trabalho. Outro fator importante é saber que os aplicativos atuais trabalham em sistema Multithreading, ou seja, um mesmo programa aplicativo, poderá estar em mais de um processo de execução simultâneo (recepção e/ou envio de dados).

O protocolo TCP/IP se utiliza das técnicas de portas e soquetes para identificar os remetentes e seus devidos destinatários dos fatos citados acima. Vamos primeiramente estudar as portas.

Geralmente o primeiro erro que encontramos em diversos tutoriais que se encontram disponíveis na Web, é comparar uma porta da camada de transporte a uma porta de um dispositivo de hardware (LPT por exemplo). Uma porta dentro da tecnologia do TCP/IP pode ser comparada a um painel de controle, que irá oferecer canais para que os programas aplicativos possam se conectar ...  Veja o gráfico abaixo:

Uma porta é na verdade o pontapé inicial para a conexão de aplicativos na camada de transporte, sendo que o programa servidor fica sempre verificando as portas livre e, quando um programa cliente deseja a conexão com este, se estabelece a conexão por uma determinada porta, até que a transferência dos dados entre as partes esteja completa.

Os dois protocolos que operam sobre a camada de transporte (TCP e UDP) tem uma metodologia de trabalho diferenciada neste caso, conforme podemos observar na tabela abaixo:

Protocolo TCP Protocolo UDP
Ao efetuar a conexão entre os programas cliente/servidor, o sistema ficará monitorando o processo, para que as mensagens não sejam perdidas. A solicitação de comunicação entre as partes deverá partir do programa cliente, para a porta do servidor e, neste caso, é criado um circuito virtual, estabelecendo a ligação entre os aplicativos, durante a troca de informações  Não é criado o circuito virtual entre o servidor e o cliente, sendo que as mensagens são enviadas a uma determinada porta de uma estação e, se algum programa estiver escutando aquela porta, irá receber a mensagem e enviar uma determinada resposta, assim sendo, estas mensagens poderão ser extraviadas ou simplesmente não chegarem ao seu destino e, este controle passa a ser de responsabilidade dos aplicativos.

Para facilitar o trabalho do desenvolvimento de aplicativos, algumas portas tem sua utilização padronizada, conforme poderemos observar na tabela a seguir:

Número da porta Serviço padrão
7 ECHO
20 DADOS VIA FTP
21 FTP (CONTROLE)
25 ENVIO DE E-MAILS (SMTP)
80 WWW - HTTP
110 VERIFICAÇÃO DE E-MAILS (POP3)

Agora temos uma outra questão: se considerarmos apenas o emprego das portas, um determinado programa poderia responder apenas a uma conexão por porta e, o multithreadindg não seria aceito e, para solucionar este outro problema, surgiu a tecnologia dos sockets, que iremos estudar no próximo módulo de aula

 

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Aula 28

Quando um determinado aplicativo necessita se conectar a um "canal" para enviar ou receber os dados, conforme estudamos na aula passada, este deverá criar um Socket para que possa ser estabelecida a respectiva conexão. Em outras palavras, o Socket seria a tecnologia empregada para estabelecer a conexão de um aplicativo com um canal. Neste canal, poderemos ter diversos aplicativos conectados, sendo que cada um terá um Socket próprio para estabelecer a conexão. Este procedimento também ocorre no UDP.

Ao ser executado um programa servidor qualquer, este cria um Socket, que será do tipo passivo, ou seja, ficará aguardando até que cheguem dados para o mesmo e, neste momento, será aberto um Socket ativo para que seja concretizada a comunicação com o remetente. O Socket passivo sempre ficará aguardando uma solicitação de nova comunicação para criar um Socket ativo e estabelecer a comunicação. Veja o gráfico a seguir:

No esquema gráfico acima, o canal "x" possui um Socket passivo aberto automaticamente quando este servidor foi executado. O aplicativo do cliente envia uma mensagem que tem como destinatário o canal "x" e, tal solicitação é interpretada e executada pelo Socket Passivo que, por sua vez cria um Socket Ativo e, a comunicação entre cliente e servidor terá inicio.

Como padrão, a identificação dos sockets é realizada através do endereço IP da estação remota e o número do canal utilizado.

No próximo módulo de aula iremos estudar como é realizada a comunicação com a camada Internet.

 

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Aula 29

A camada Internet saberá identificar para quem enviar um datagrama (pois dois protocolos distintos geram os datagramas: TCP e UDP), através da informação contida no cabeçalho IP do referido, mais especificamente no campo conhecido pelo nome Protoloco, que contém justamente a informação "para onde o datagrama deve ser enviado".

Já para a troca de mensagens entre dois computadores diferentes, pode-se utilizar o protocolo UDP (User Datagram Protocol), sendo que este se utiliza do próprio IP para o transporte dos mesmos. Durante este processamento, o UDP soma ao IP um campo que terá a finalidade de identificar o programa a ser utilizado para o recebimento da mensagem no computador do destinatário. O UDP é um protocolo de transporte, que no envio gera frames na rede, através do processo de encapsulamento de seu conteúdo em um datagrama IP. Observe os pontos a seguir:

1. Quando um aplicativo envia uma mensagem para o UDP, este após recebe-la formata a mesma em um datagrama UDP e o envia a camada Internet;

2. O Datagrama UDP será encapsulado dentro do datagrama IP para que possa ser enviado pela rede;

3. Para que o sistema possa concretizar com sucesso o envio do datagrama, este possuirá um cabeçalho contendo os seguintes campos:

Campo do cabeçalho Objetivo do campo
Porta Origem Recebe a numeração da porta do computador que gerou o conteúdo
Porta destino Recebe a numeração da porta do computador que receberá o conteúdo
Tamanho Tamanho total de bytes do datagrama
Checksum Campo de verificação de conteúdo. Caso este campo esteja com valor zero, o conteúdo não será verificado, caso contrário o UDP irá realizar a validação deste para se "aprovado", ser enviado.

Este protocolo é bastante utilizado em aplicativos simples. No próximo módulo de aula iremos estudar sobre o protocolo TCP (Transmission Control Protocol).

 

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Aula 30

TCP (transmission Control Protocol) é um protocolo de transporte confiável e, através do emprego deste são realizados a maior parte dos serviços da Internet usufruídos por você, como o WWW e FTP por exemplo. Mas porque ele é um protocolo confiável?

O TCP recebe os datagramas IP, coloca os mesmos em ordem e efetua a verificação para saber se todos chegaram corretamente.

Quando o TCP tem a função de transmitir um conteúdo qualquer (leia mensagem), este será dividido em segmentos TCP. Estes segmentos serão enviados à camada de transporte, oportunidade na qual serão gerados os datagramas IPs. Estes serão enviados para a camada de interface de rede, oportunidade na qual serão transformados em frames.

Os dados a serem transmitidos pelo TCP na rede se utilizam do que conhecemos por canais virtuais de comunicação. Estes canais são tratados simplesmente por portas e, cada porta tem uma função especifica, conforme podemos observar na tabela abaixo:

Porta Função
11 systat
15 Netstat
20 FTP
21 FTP
23 TelNet
25 SMTP
43 Whois
79 Finger
80 HTTP

Veja no gráfico abaixo como o TCP encapsula o pacote de dados:

Conforme podemos observar no gráfico acima, sabemos que:

  1. O TCP irá empacotar os dados recebidos adicionando algumas informações, como por exemplo a porta de origem e a porta de destino;

  2. O pacote gerado acima será enviado ao protocolo IP;

  3. O IP por sua vez irá adicionar algumas informações, como o endereço IP de origem e destino ao pacote recebido do TCP e, tais informações serão encapsuladas em um datagrama;

  4. Este datagrama será enviado a camada de interface da rede (leia o driver da placa de rede);

  5. Esta por sua vez irá encapsular o datagrama em um quadro;

  6. Este quadro será enviado através da rede, tendo como veiculo principal a placa de rede;

  7. A máquina do destinatário, ao receber o quadro (através do driver e da placa de rede) irá repassar os mesmos para a camada IP;

  8. Esta irá passar os dados para a camada TCP;

  9. Que por sua vez encaminhará os dados à aplicação correspondente. Aqui entra o uso de numeração das portas, para que o TCP saiba para que aplicação enviar o conteúdo recebido.

Mas o que acontece depois que a máquina de destino recebe um pacote de dados? Isso será objeto de estudo de nossa próxima aula.

 

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Aula 31

Quando os segmentos chegam ao seu destino, o protocolo TCP/IP da máquina receptora, envia uma mensagem para a máquina transmissora uma mensagem que leva o nome de "acknowledge" ou mensagem de confirmação. A estação transmissora aguarda por um determinado período (RTP - Round Trip Time), a mensagem de confirmação por parte da estação receptora e, caso esta mensagem não chegue, o pacote será transmitido novamente.

O tempo citado (RTP - tempo aproximado de viagem) é calculado dinamicamente pelo próprio protocolo TCP, pois fica difícil estabelecer um tempo fixo para as mais variadas condições e configurações de rede.  Este calculo inclui uma série de fatores/procedimentos, como por exemplo um cálculo médio entre o envio de um determinado pacote e o recebimento do mesmo, média esta calculada a cada mensagem de confirmação recebida.

A contagem dos dados transmitidos pelo TCP não é realizada através da soma de pacotes, mas sim através dos bytes que são enviados para uma determinada aplicação pela camada do TCP. A numeração destes pacotes então não será sequencial e sim recebem esta numeração de acordo com o número de ordem do primeiro byte do pacote, obedecendo uma lógica sequencial dentro do fluxo dos dados, que estão sendo recebidos pelo TCP, sendo que a mesma será armazenada no campo do cabeçalho TCP conhecido por "número de sequência".

No próximo módulo de aula iremos estudar sobre a conexão e os sockets. 

 

 

 

 

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Aula 32

Você saberia definir o que é uma conexão? Uma conexão nada mais é do que a comunicação entre dois aplicativos qualquer, que se encontram instalados em máquinas diferentes (ligadas através de uma rede). Para que uma conexão possa ser estabelecida, mantida durante a comunicação entre os aplicativos e, finalizada ao final dos trabalhos é necessário que a mesma opere sobre um protocolo responsável. O TCP tem esta função.

Durante os três passos citados acima, você terá os seguintes procedimentos:

  1. Através de um procedimento conhecido por "handshake" é estabelecida a conexão;

  2. Assim que a conexão é estabelecida (aberta), as máquinas comunicantes irão gerar um número que representará o número inicial da sequência de comunicação (envio e recebimento de mensagens/pacotes);

  3. Ao começar a enviar os pacotes de dados, o transmissor envia o mesmo contendo o número de sequência deste;

  4. O receptor ao receber o pacote verifica o número de sequência e, envia uma mensagem confirmando o recebimento deste;

  5. O transmissor por sua vez, ao receber a confirmação irá enviar um novo pacote ao receptor, confirmando o recebimento.

Observe que na verdade temos duas mensagens de confirmação de recebimento e, este processo recebe o nome de "three-way handshake". Através deste processo de envio, confirmação e confirmação de recebimento, é mantida a conexão.

  1. O fechamento da conexão se dá través do uso de um handshake de três tempos, ou seja, o pacote estabelecendo o fim de conexão vai do transmissor ao receptor, do receptor ao transmissor e finalmente confirmando a operação do transmissão ao receptor.

No próximo módulo de aula iremos estudar sobre os Sockets.

 

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Aula 33

Conforme citamos, o TCP recebe os pacotes e realiza a entrega dos mesmos diretamente ao protocolo de aplicação que seja compatível com o conteúdo transmitido. Este procedimento só é possível pelo emprego de portas, conforme estudamos na aula 30.

Agora temos um outro fator, comum em diversos aplicativos atuais: entrega de pacotes a mais de uma aplicação do mesmo tipo comunicando-se com a rede ao mesmo tempo. Você com certeza já abriu diversas janelas do seu navegador Web e, em cada um deles está navegando em um site diferente. Quando o TCP está entregando um conteúdo qualquer a cada da aplicação, como irá saber em qual das janelas abertas o conteúdo deverá ser exibido? Tal informação foi estudada de forma genérica na aula 28. Em resumo, o Socket define uma conexão dentro de uma porta, possibilitando assim termos várias conexões diferentes em uma mesma porta.

Agora imagine que o TCP envie um determinado pacote e aguarde a confirmação de recebimento para que envie um próximo, o processo como um todo seria extremamente lento.Para melhor este desempenho, o TCP emprega uma técnica conhecida por "Janela de dados", ou seja, O TCP envia vários segmentos de uma só vez e, conforme são recebidas as confirmações, a janela vai se movimentando possibilitando o envio de outros pacotes. Veja o gráfico abaixo para melhor compreender este conceito:

O principal objetivo do emprego desta tecnologia é justamente o aumento da performance no processo de comunicação, pois conforme pudemos observar na figura acima, o envio de um segundo pacote não depende do recebimento da confirmação do primeiro.

Vale lembrar que o esquema de funcionamento deste método é mais complexo do que o exibido no gráfico acima, ou seja, ele não ilustra a real situação encontrada no procedimento. Uma das diferenças é que a janela não opera por número de pacotes, mas sim pela quantidade total de bytes dos mesmos e, desta forma, quando um equipamento necessita diminuir a velocidade de confirmação de envio dos pacotes, será informando um tamanho de janela menor no cabeçalho IP da próxima confirmação, principalmente quando temos uma longa fila de dados a serem enviados, pois o TCP possui o controle do tamanho da janela, onde é determinado o tamanho total dos pacotes que cabem na mesma e, enviará os pacotes que estão dentro da janela, assim que chegarem as demais confirmações, diminuindo a sua carga máxima e permitindo novas remessas. Veja o gráfico a seguir:

No próximo módulo de aula iremos estudar sobre a recepção e organização dos pacotes recebidos. 

 

 

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Aula 34

Quando os segmentos alcançam o seu destino, o TCP irá efetuar a validação com base no campo Checksum, constante do cabeçalho do TCP, estando este ok e, todos os demais estejam na ordem e confirmados, será enviada a mensagem completa para o socket identificado pelo endereço IP do comunicante e o número da porta. O programa que está com aquela porta aberta, receberá a mensagem. Ao completar a transmissão do conteúdo por inteiro, o remetente informa que nada mais tem a transmitir ao receptor, através do FLAG FIN e, cabe a este continuar ou não a comunicação. 

Aqui temos um detalhe. Devido ao uso das janelas, o receptor normalmente recebe os pacotes fora de ordem. Estes  pacotes são ordenados pelo TCP da máquina receptora com base no campo "número de sequência dos segmentos". Por sua vez, a confirmação de recebimento no protocolo TCP é realizada através de uma mensagem contendo o número da sequência que ainda está esperando receber para completar o conteúdo e, caso um dos pacotes seja perdido na comunicação, todos os demais constantes da mesma janela deverão ser retransmitidos, o que é talvez a maior falha deste protocolo, uma vez que o mesmo não temo como solicitar e receber apenas o pacote extraviado.

No próximo módulo de aula daremos inicio ao estudo da camada de aplicação.

 

 

 

 

 

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Aula 35

Vamos começar os estudos sobre a camada de aplicação. Os protocolos que operam nesta camada são orientados a serviço e, estes estão presentes dentro dos aplicativos e, para elaborar programas TCP/IP deveremos dominar os comandos do mesmo. Estes programas efetuam as suas chamadas ao sistema operacional do equipamento para que possam solicitar os serviços necessários para cumprir uma determinada função. Você já deve ter ouvido falar em DLLs (para o ambiente Windows) e também já deve ter ouvido falar no programa (DLL) Winshock, que é um exemplo real do que estamos retratando. Veja abaixo a relação dos principais protocolos de aplicação:

bullet

DNS -> utilizado para nomear máquinas, ao invés do emprego de endereços IP;

bullet

Telnet -> utilizado para a comunicação remota entre dois equipamentos;

bullet

FTP -> utilizado para a transferência on-line de arquivos entre duas máquinas;

bullet

SMTP -> utilizado em programas que gerenciam o envio e recepção de correio eletrônico;

bullet

HTTP -> usado na transferência de conteúdo na Web (maiores detalhes sobre este protocolo no curso ISAPI/NSAPI, em andamento no link "cursos gratuitos"  de nosso site).

Para que você compreenda melhor tais aplicativos, primeiramente deveremos estudar alguns conceitos básicos sobre MIME e UUENCODE, que são sistemas utilizados na codificação de mensagens de 8 bits para 7 bits e, estão presentes em aplicações que trocam informações do tipo texto ASC II, como é o caso do SMTP e HTTP. 

O sistema MIME possibilita a identificação do conteúdo da mensagem e o método pela qual esta foi codificada. Já o UUENCODE (Unix to Unix Encode) é utilizado em ambiente UNIX e é empregado na transmissão de arquivos binários via e-mail.

Tais mecanismos foram implantados com a evolução dos sistemas que empregam qualquer tipo de comunicação on-line. Imagine o correio eletrônico, a princípio apenas textos eram trocados, e estes utilizavam o padrão ASCII onde cada caracter ocupava 7 bits, porém com o passar dos anos, além de textos enviamos gráficos, animações, etc... sem a implementação destas tecnologias, estes conteúdos não poderiam ser transmitidos.

Observe abaixo um exemplo de cabeçalho MIME obtido através de uma mensagem de correio eletrônico:

Message-ID: <md5:4462811C7560B893F5213CB0DDFC240B>
Return-Path: <divpaulos@lycos.es>
Delivered-To
: sac@aprendaemcasa.com.br
Received: (qmail 24592 invoked by uid 33); 23 Aug 2002 08:48:38 -0000
Delivered-To: aprendaemcasa@aprendaemcasa.com.br
Received
:  (qmail 24588 invoked by uid 74); 23 Aug 2002 08:48:38 -0000
Received:  from divpaulos@lycos.es by mail1 by uid 71 with
qmail-scanner-1.12 (trophie: 6.150-1001/313/46811. . Clear:. Processed in 5.300231 secs); 23 Aug 2002
08:48:38 -0000
Received: from unknown (HELO lycos.es) (200.158.203.229) by 0 with SMTP; 23 Aug 2002 08:48:33 -0000
From: "Paulo's Informática" <divpaulos@lycos.es>
To: <aprendaemcasa@aprendaemcasa.com.br>
Subject
: 36 Programas Comerciais por apenas R$ 48,00
Sender: "Paulo's Informática" <divpaulos@lycos.es>
Mime-Version: 1.0
Content-Type: text/html; charset="ISO-8859-1"
Date: Fri, 23 Aug 2002 05:49:03 -0300
Content-Transfer-Encoding:  8bit
X-Mozilla-Status: 8000
X-Mozilla-Status2: 00000000
X-UIDL: 1030092518.24595.mail2

No próximo módulo de aula iremos detalhar o cabeçalho MIME bem como oferecer maiores detalhes sobre os protocolos de aplicação citados no inicio deste módulo.

 

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Aula 36

O cabeçalho MIME é formado pelos seguintes campos (principais):

Campo do cabeçalho Conteúdo
MIME - Version Informa a versão MIME utilizada
Content-TYpe Tipo/subtipo do arquivo, a saber (tipo/subtipo):
bullet text - arquivo de texto (TXT/HTML);
bullet image - arquivo de imagem (JPG, GIF, BMP, etc...);
bullet audio - arquivo de som (MID, etc...);
bullet vídeo - arquivo de vídeo (AVI, MOV, etc...);
bullet application - dados binários.
Content Transfer Encoding Codificação empregada pelo MIME para transformar dados em ASC II 7 bits, sendo que os mais comuns são:
bullet 8 bits;
bullet Base64;
bullet Quoted-printable.

Vamos agora detalhar um pouco mais sobre os principais protocolos de aplicação.

DNS (Domain Name System)

Quando estamos trabalhando em uma rede, todas as máquinas possuem um endereço IP e, seria muito trabalhoso "decorar" endereços IP de máquinas que queremos estabelecer uma comunicação, assim sendo foi criada a tecnologia de DNS, que possibilita o uso de nomes ao invés de endereços IP, facilitando assim o estabelecimento de uma determinada comunicação entre as partes. O endereço http://www.aprendaemcasa.com.br/ é na verdade um apelido para um determinado endereço IP e, tal apelido se torna possível com o uso do DNS. Um servidor DNS tem praticamente duas funções:

bullet

Converter endereços IP em endereços nominais;

bullet

Converter endereços nominais em endereços IP.

O sistemas de nomes gerenciado por um servidor DNS segue uma hierarquia para organizar os dados que possibilitam a conversão de endereços IP em endereços nominais, conforme podemos ver abaixo:

No exemplo acima, temos uma pequena idéia desta estrutura hierárquica, pois com certeza o número de "extensões" e respectivos servidores é bem maior, porém você já entende agora o mecanismo que o controla e a estrutura hierárquica do mesmo.

Quando temos uma rede local com base no TCP/IP, teremos que ter pelo menos um servidor DNS à disposição desta rede.

Se acontecer de um determinado servidor DNS não conseguir efetuar uma conversão, este irá responder o pedido informando o endereço de um servidor que seja hierarquicamente superior a ele, até que se atinja um servidor capaz de concretizar a conversão, assim sendo podemos afirmar que na Internet, os endereços são resolvidos da direita para a esquerda.

No próximo módulo de aula iremos estudar o formato das mensagens DNS e, sobre o TELNET.

 

 

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Aula 37

Você digitou em seu navegador o endereço http://www.aprendaemcasa.com.br/. O Browser precisa saber o número do endereço IP desta URL para que a conexão seja estabelecida. Neste momento são seguidas as seguintes etapas:

  1. O sistema pergunta ao servidor DNS local se conhece o IP de http://www.aprendaemcasa.com.br/.

  2. Se o servidor local tiver este endereço em seu cache, será realizada a resolução, oportunidade na qual a máquina irá receber o número do endereço IP para o estabelecimento da conexão;

  3. Se o servidor local não conhecer este endereço (o mesmo não está armazenado em seu cache), ele o enviará ao servidor DNS imediatamente superior e, assim sucessivamente, até que o mesmo retorne com o endereço IP.

As mensagens DNS normalmente utilizam o protocolo UDP durante a comunicação, através da porta 53. Veja no gráfico abaixo o encapsulamento das mensagens DNSs:

Já as mensagens DNS possuem os seguintes campos principais:

Campo Função
IDENTIFICAÇÃO Campo numerador da mensagem DNS, possibilitando a correta identificação das mensagens de resposta quando enviadas a máquina transmissora da solicitação
PARÂMETROS Definem através de uma combinação de códigos de bits o tipo da mensagem, como por exemplo se é uma mensagem de pergunta ou resposta.
NUMERO DE PERGUNTAS Informa o número de perguntas existentes no campo seção de perguntas
NÚMERO DE RESPOSTAS Informa o número de respostas existentes no campo seção de respostas
NÚMERO DE AUTORIDADES Informa o número de autoridades no campo autoridades, existentes entre os bits do campo de parâmetros

No próximo módulo de aula iremos estudar sobre o TELNET.

 

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Aula 38

O Telnet é um protocolo de aplicação que possibilita a interação entre dois computadores remotamente. Através deste aplicativo o micro cliente poderá realizar um logon em um servidor que esteja conectado a rede ou à Internet.

O computador remoto deverá ter um aplicativo com o Socket passivo operando na porta 23. Este aplicativo recebe o nome de TELNETD (Telnet Daemon = Servidor Telnet).

O aplicativo em questão utiliza a codificação ASC II para a transmissão de dados, ou seja, se você pressiona a tecla "C" no micro cliente, será enviado ao micro servidor o valor 67 (valor ASC II de "C"). Este aplicativo utiliza o bit de controle Push, que irá realizar a transmissão de apenas um byte de dado, como é o caso do pressionamento da tecla "C".

Os comandos digitados através do TelNet devem ser reconhecidos pelo servidor, pois o Telnet é o que chamamos por Terminal Burro, ou seja, ele não age sobre o servidor, apenas interage com o servidor.

Vale lembrar que, apesar de serem configurados para operar na porta 23, o protocolo Telnet possibilita que qualquer porta seja acessada.

No próximo módulo de aula iremos estudar sobre o protocolo de aplicação FTP.

 

 

 

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Aula 39

O FTP é dos protocolos de aplicação da Internet dos mais conhecidos. Seu objetivo é possibilitar a transferência de arquivos entre servidores FTP e clientes FTP. Para que o transporte de arquivos de um lado para outro o FTP utiliza o protocolo de transporte FTP.

Para que o servidor FTP disponibilize os serviços para os quais foi preparado, este executa um Daemon, programa conhecido por "FTDP".

Para que você receba ou envie um arquivo do/para seu servidor, deverá executar um programa FTP em sua estação. Um dos programas mais conhecidos do mercado é o WS_FTP. Abaixo a tela do programa em questão:

** Iremos estudar com detalhes a operação deste aplicativo durante o curso de FrontPage XP, em andamento e gratuito. Maiores detalhes no link "cursos gratuitos" de nosso site.

Para que a conexão se torne possível, observe que o usuário deverá informar o nome do servidor FTP (ou se preferir o seu endereço IP), seu nome de usuário e senha (entre outras informações) e, apenas após este procedimento de login entre as partes, será possível executar diversas operações, entre elas destacamos:

bullet

Enviar um arquivo ao servidor;

bullet

Baixar um arquivo do servidor;

bullet

Excluir um arquivo no servidor;

bullet

Alterar o nome de um arquivo no servidor;

bullet

Criar pastas no servidor;

bullet

Excluir uma pasta no servidor, etc...

O FTP para realizar tais procedimentos utiliza duas portas distintas:

bullet

Porta 21;

bullet

Porta 20.

A porta 21 é utilizada para a troca de comandos e, a porta 20 é utilizada para a troca de dados, conforme podemos observar na figura abaixo:

Ao solicitar a conexão, o cliente FTP abre um Socket ativo na porta 21 e um Socket passivo na porta 20. No próximo módulo de aula iremos estudar os comandos FTP.

 

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Aula 40

Um cliente FPT efetua solicitações ao servidor FTP através de comandos próprios do sistema, entre os quais destacamos:

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USER -> identifica um usuário para um servidor FTP. Este comando recebe como parâmetro único o nome do usuário, exemplo: USER APRENDAEMCASA.

bullet

PASS -> identifica a senha do usuário. Este comando recebe como parâmetro único a referida senha, exemplo: PASS 123456.

bullet

QUIT -> termina uma conexão FTP e este comando não é acompanhado de parâmetros.

bullet

CWD -> efetua a troca do diretório em operação no servidor FTP e recebe como parâmetro o nome do novo diretório no qual passará a operar.

bullet

PORT -> aqui teremos especificado endereço IP, bem como a porta da máquina que irá receber os dados. Este procedimento é necessário para a listagem de diretórios e transferência de arquivos.

bullet

PWD -> Oferece como retorno o nome do diretório que está sendo operado no momento ao lado do servidor.

bullet

TYPE -> determina o tipo de transmissão que será realizada, ou seja, se será do tipo texto ou binário. Este comando recebe como parâmetro um único caracter, dentre os que destacamos na listagem abaixo:
bullet

A -> ASC II (texto puro);

bullet

E -> EBCDIC, para transmissões entre mainframes IBM;

bullet

I -> Arquivo binário (imagens, sons, etc...);

bullet

L -> transmissão binária.

bullet

RETR -> Comando que realiza a cópia do arquivo do servidor para o cliente FTP.

bullet

STOR -> Armazena o arquivo no servidor, sendo que o mesmo será salvo no diretório em operação no momento.

bullet

RNFR ... RNTO -> Utilizados em conjunto para alterar (renomear) um determinado arquivo, sendo que o parâmetro que acompanha o comando RNFR corresponde ao nome atual do arquivo e sua extensão e, o parâmetro RNTO corresponde ao novo nome do arquivo e sua extensão.

bullet

DELE -> Apaga o arquivo no servidor.

bullet

MKD -> Cria um novo diretório no servidor FTP, recebendo como parâmetro o nome do novo diretório, que será gerado abaixo do diretório geral.

bullet

RMD -> Remove um diretório do servidor, recebendo como parâmetro o nome deste diretório.

bullet

LIST -> retorna com uma listagem do diretório do servidor FTP.

bullet

STAT -> Retorna o status do processo de transferência de um arquivo.

bullet

HELP -> Help do sistema.

bullet

NOOP -> mantém a conexão ativa , evitando que a mesma seja desfeita no caso de inatividade por um período de tempo.

Daremos continuidade ao estudo do FTP no próximo módulo de aula.

 

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Aula 41

Para utilizar o FTP, é necessário que seja seguido uma ordem dos comandos, além de uma sequência lógica para o mesmo, conforme podemos observar no passo a passo abaixo:

  1. É necessário que se tenha um programa que fique na escuta da porta que está sendo empregada na comunicação/transferência de arquivos entre as partes;

  2. Emprega-se o TelNet para realizar a conexão FTP;

  3. É realizada a identificação do usuário com o servidor através dos comandos USER e PASS;

  4. Realizando a autenticação com sucesso, será empregado o comando PORT, para informar a porta de comunicação. Por padrão a porta utilizada é a 20;

  5. Através dos comandos PWD e LIST é aberto um determinado diretório e listado o seu conteúdo;

  6. Para realizar uma transferência, é empregado o comando RETR ou outra qualquer como por exemplo o DELE, MKD, etc...

  7. Para finalizar a sessão é empregado o comando QUIT.

NOTA: Alguns servidores FTP possibilitam o acesso anônimo, neste caso o código do usuário deverá ser identificado como "anonymous". Existem algumas restrições para este tipo de acesso.

Para executar o TelNet no Windows, basta abrir o Prompt de comando e em seguida digitar TELNET, será então aberta a seguinte janela:

Neste ponto você poderá iniciar a digitação dos comandos. Este método não é o mais rápido e eficiente, você poderá utilizar um utilitário do próprio Windows para realizar estas tarefas. O utilitário é o FTP.EXE e pode ser executado a partir do prompt do DOS (para abandonar a sessão FTP acima, basta digitar o comando QUIT). Iremos estudar os detalhes deste aplicativo no próximo módulo de aula.

 

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Aula 42

Uma maneira menos complexa de se utilizar o FTP é através do emprego do cliente FTP do Windows.  Para executar o FTP do Windows, proceda da forma que segue:

1. Abra o Prompt do DOS;
2. Digite o comando FTP no prompt de comando, conforme mostra a figura abaixo:

3. O próximo passo é começar a digitar os comandos que fazem parte deste aplicativo, conforme podemos observar na tabela abaixo:

Comando Função / sintaxe
OPEN Estabelece a conexão com um servidor FTP. Aqui poderá ser empregado o nome do servidor ou endereço IP do mesmo. A sintaxe deste comando pode ser observada abaixo:

OPEN <servidor>

DIR Lista o diretório do servidor FTP. A sintaxe deste comando é observada abaixo:

DIR <diretório>

CD Efetua a troca de diretório no servidor. Sintaxe:

CD <diretório>

CDUP Efetua a troca do diretório atual para o diretório principal/pai. Sintaxe:

CDDUP

ASCII Informa que o modo de transmissão dos arquivos para o servidor será via ASC II. Sintaxe:

ASCII

BINARY Informa que o modo de transmissão dos arquivos para o servidor será do tipo binária. Sintaxe:

BINARY

MKDIR Cria um diretório no servidor. Sintaxe:

MKDIR <nome_diretório>

RMDIR Remove um diretório no servidor. Sintaxe:

RMDIR <nome_diretório>

LCD Informa o nome do diretório local ou altera o mesmo. Este diretório diz respeito ao cliente FRP. Sintaxe:

LCD <nome_diretório>

GET Copia um arquivo localizado no servidor para o equipamento empregado pelo cliente FTP. Sintaxe:

GET <nome_arquivo>

PUT Envia um arquivo localizado no cliente FTP para o servidor. Sintaxe:

PUT <nome_arquivo>

STATUS Exibe informações sobre a conexão, conforme podemos observar na figura abaixo:

No próximo módulo de aula iremos estudar sobre os protocolos SMTP e POP3, responsáveis pelo serviço de correio eletrônico.

 

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Aula 43

Quando falamos em correio eletrônico (e-mail), estamos de forma indireta nos referindo a dois protocolos que possibilitam implementar este serviço:

bullet

SMTP;

bullet

POP3.

Estes protocolos (Simple Mail Transfer Protocol e Post Office Protocol) empregam o TCP como seu protocolo de transporte.

Quando você envia uma mensagem de correio eletrônico, está automaticamente utilizando o protocolo SMTP e, ao receber uma mensagem de correio eletrônico está automaticamente utilizando o protocolo POP3. Observe este esquema no gráfico abaixo:

Vamos primeiro estudar com maior riqueza de detalhes o envio de mensagens através do protocolo SMTP. Este servidor é dotado por um Daemon e as mensagens SMTP são recebidas através da porta 25. Além de envio de mensagens, o SMTP também poderá ser utilizado para receber mensagens provenientes de outros servidores. Os comandos que fazem parte deste protocolo são listados abaixo:

bullet

HELO

bullet

MAIL

bullet

RCPT

bullet

DATA

bullet

QUIT

No próximo módulo de aula iremos estudar o objetivo dos mesmos e a ordem na qual são empregados.

 

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Aula 44

Vamos a uma breve descrição dos comandos do protocolo SMTP:

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HELO - este comando identifica a máquina responsável pelo envio da mensagem. Este nome normalmente é representado pelo nome do dominio do computador remetente.

bullet

MAIL - Identifica o remetente da mensagem. A especificação completa deste comando é MAIL FROM: seguido do e-mail do remetente.

bullet

RCPT - Especifica o endereço de destino da mensagem (e-mail de destino). A especificação completa deste comando é RCPT TO: seguido do e-mail de destino.

bullet

DATA - Especifica o envio da mensagem.

bullet

QUIT - Encerra a conexão.

Estes comandos são executados na seguinte ordem:

  1. O primeiro passo é estabelecer a conexão com o servidor SMTP para a pessoa que desejamos enviar a mensagem;

  2. Em seguida o comando HELO;

  3. Em seguida o comando MAIL FROM;

  4. Em seguida o comando RCPT TO;

  5. Em seguida o comando DATA;

  6. Em seguida o comando QUIT.

No próximo módulo de aula iremos estudar o POP3.

 

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Aula 45

Quando você envia uma mensagem de correio eletrônico, a mesma ficará armazenada em algum servidor, esperando que você se conecte à Internet e em seguida solicite as mensagens que foram destinadas ao seu endereço eletrônico. Para tal procedimento temos o protocolo POP3, que possibilita a transferência das mensagens que estão em um determinado servidor para o seu computador. Os principais comandos empregados neste protocolo são:

bullet

USER - tem a função de identificar o usuário em sua tentativa de conexão com o servidor POP3. A sintaxe deste comando é user <usuário>;

bullet

PASS - informa a senha do usuário para saber se o mesmo poderá ou não se logar ao servidor POP3. A sintaxe deste comando é pass <senha>;

bullet

STAT - informa o número de mensagens que existem para serem recuperadas. A sintaxe deste comando é seu próprio nome;

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LIST - Informa através de linhas os dados da mensagem. Se especificado um número de mensagem após o comando LIST, serão retornadas informações sobre a mensagem representada pelo número indicado.

bullet

RETR - Comando que retira a mensagem do servidor POP3;

bullet

DELE - apaga uma determinada mensagem do servidor POP3;

bullet

RSET - Reseta a conexão;

bullet

QUIT - termina a conexão.

No próximo módulo de aula iremos estudar mais alguns detalhes sobre o POP3.

 

 

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Aula 46

Quando você solicita as mensagens que lhes foram enviadas, o sistema obedece a seguinte ordem de execução de comandos:

  1. Estabelece a conexão com o servidor POP3;

  2. Aplica o comando USER;

  3. Aplica o comando PASS;

  4. Aplica o comando STAT;

  5. Aplica o comando RETR e em seguida o comando DELE. Este procedimento é repetido enquanto ainda existirem mensagens a serem recuperadas;

  6. Aplica o comando QUIT.

Vamos neste módulo começar a estudar sobre o protocolo HTTP (HyperText Transfer Protocol). Este protocolo é que proporciona o trabalho com o serviço da World Wide Web (www). Muitos não sabem,  porém o HTTP também utiliza o protocolo TCP para o transporte.

Este serviço utiliza a porta 80 para que possa ser implementado no sistema. Este é um dos protocolos mais simples e fáceis de ser estudado, pois o HTTP é formado apenas por dois comandos básicos. Para realizar as suas tarefas, existem dois pontos distintos:

1. Cliente HTTP;

2. Servidor HTTP.

Observe o gráfico abaixo:

Conforme você pode ter observado, quando solicitamos uma determinada página da Web e a mesma é aberta por completo em seu navegador, na verdade este processo é concretizado após uma longa conversa que tem como principal assunto a solicitação e envio de conteúdo entre o cliente HTTP e o servidor Web.

 

 

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